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Pesquisa Quaest identifica movimento de voto útil a Flávio

Quaest revela dinâmica de realocação de votos na disputa presidencial

A pesquisa Quaest divulgada no sábado capturou um significativo movimento de voto útil de direita em direção a Flávio Bolsonaro (PL), conforme apontado por Felipe Nunes, diretor do instituto. O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, realizou entrevistas com 3.702 eleitores maiores de 16 anos entre os dias 2 e 3 de outubro, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Nos votos totais, o ex-presidente Lula (PT) registra 40%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 38%, evidenciando um cenário competitivo. Quando analisados apenas os votos válidos, a disputa mostra-se ainda mais próxima: Lula atinge 46% e Flávio Bolsonaro 45%, configurando um empate técnico entre os dois candidatos principais.

O fenômeno do voto útil explicado pelo diretor da Quaest

Felipe Nunes explicou que o movimento de voto útil de direita representa uma tendência de eleitores de outras candidaturas migrarem para Flávio Bolsonaro, vendo-o como uma opção viável. "É verdade que Lula até oscila um ponto, mas o movimento que a gente captura é um movimento de voto útil de direita", declarou Nunes à Central das Eleições da GloboNews.

O diretor descreveu as candidaturas menores que disputam o eleitorado de direita como "uma caixa d'água de votos, um reservatório de votos à espera desses movimentos". Durante o primeiro turno, essas candidaturas funcionaram como um depósito eleitoral disponível para migração caso Flávio Bolsonaro consolidasse sua posição como concorrente competitivo na disputa presidencial.

Crescimento expressivo nas últimas pesquisas

Entre a pesquisa divulgada na segunda-feira (28) e a de sábado (3), Flávio Bolsonaro apresentou crescimento expressivo: passou de 34% para 38% nos votos totais. Lula também registrou pequena oscilação, subindo de 39% para 40% no mesmo período, confirmando a dinâmica competitiva da corrida presidencial.

Intenções de transferência de votos em cenário de segundo turno

Quando questionados sobre como votariam em um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dados revelam importante potencial de realocação: 60% dos eleitores de Renan Santos (Missão) indicaram voto em Flávio, seguidos por 43% dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e 34% dos eleitores de Augusto Cury (Avante). Esses percentuais demonstram que o movimento de voto útil de direita não se limita apenas à primeira votação.

Consolidação de votos entre candidatos principais

Entre os eleitores dos candidatos principais, a decisão apresenta-se como bastante consolidada. Entre os apoiadores de Lula, 92% afirmam que já decidiram definitivamente o voto, enquanto entre os de Flávio Bolsonaro, esse percentual chega a 89%. Esse nível de comprometimento sugere uma base sólida para ambos os candidatos.

Nos candidatos de menor votação, a consolidação também é expressiva: 75% dos eleitores de Caiado (PSD), 68% dos de Cury (Avante) e 66% dos de Renan Santos (Missão) declaram que sua escolha para o primeiro turno é definitiva. Apesar desses números, ainda existe margem para alterações no resultado final.

Possibilidade de alteração na ordem de classificação

Na avaliação de Felipe Nunes, o movimento de voto útil de direita ainda pode intensificar-se na data da votação, potencialmente alterando a ordem dos candidatos nas urnas. O diretor sugeriu que uma intensificação da migração de eleitores das demais candidaturas poderia levar Flávio Bolsonaro a terminar o primeiro turno numericamente à frente de Lula.

"Então o eleitor está se decidindo e eu não me surpreenderia se a gente visse esse movimento se intensificando amanhã, porque o movimento de voto útil da direita agora ele é muito decisivo. Há elementos para dizer, inclusive, que amanhã nas urnas a gente pode ver um movimento de Flávio, inclusive à frente de Lula, se esse contingente de eleitores de alternativas decidir dessa forma", afirmou Nunes durante a entrevista.

Cenário de segundo turno permanece provável

Apesar da possibilidade de reversão de posições no primeiro turno, Nunes ponderou que o volume expressivo de eleitores das candidaturas alternativas que afirmam ter decidido definitivamente o voto sustenta a expectativa de que a disputa seja resolvida em dois turnos.

"O volume de eleitores dessas alternativas que neste momento diz que já decidiu o seu voto é grande o suficiente para que a gente trabalhe ainda com o cenário de dois turnos", pontuou o diretor da Quaest, sugerindo que mesmo com transferências significativas, é provável que nenhum candidato alcance os 50% necessários para vencer no primeiro turno.

Panorama completo das intenções de voto

Os dados completos da pesquisa Quaest para o primeiro turno, considerando os votos totais, mostram: Lula (PT) com 40%, Flávio Bolsonaro (PL) com 38%, Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, Augusto Cury (Avante) com 3%, Renan Santos (Missão) com 3%, eleitores indecisos com 3% e votos em branco, nulo ou abstenções com 10%.

O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02197/2026, atestando sua conformidade com as normativas eleitorais brasileiras e reforçando a credibilidade dos dados apresentados sobre o movimento de voto útil que caracteriza essa fase decisiva da competição presidencial.

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