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Coreia do Norte testa míssil com inteligência artificial

Coreia do Norte testa míssil com inteligência artificial
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Coreia do Norte anuncia teste de míssil com inteligência artificial

A Coreia do Norte divulgou, neste sábado (3), informações sobre o teste de um míssil com inteligência artificial de alcance intermediário. De acordo com comunicado oficial assinado por Kim Yo-jong, irmã do líder Kim Jong-un, a inteligência artificial incorporada ao artefato realizou decisões autônomas referentes à trajetória do projectil durante o lançamento experimental.

O sistema de inteligência artificial permitiu ao míssil com inteligência artificial executar mudanças significativas em sua rota de voo quando operando em baixa altitude, conforme destacado no comunicado oficial. Esta capacidade representa um avanço tecnológico relevante segundo as autoridades norte-coreanas.

Declarações sobre a capacidade de ataque

Kim Yo-jong, considerada possível sucessora de seu irmão e atual diretora do partido político governista da Coreia do Norte, apresentou uma declaração contundente sobre as implicações do teste. "Em outras palavras, isso significa que não há como evitar esse ataque", afirmou a porta-voz oficial sobre as capacidades do sistema.

A dirigente norte-coreana descreveu o artefato como uma "arma estratégica" que foi testada durante exercício direcionado para o oceano, na região da costa oriental do país. O lançamento partiu de uma "subunidade de poder de fogo encarregada de uma missão especial exclusiva", conforme detalhes fornecidos pela autoridade.

Resposta das autoridades sul-coreanas

As Forças Armadas da Coreia do Sul haviam reportado anteriormente que a Coreia do Norte realizou disparo de um míssil balístico que percorreu mais de 700 quilômetros em direção às águas oceânicas. Este dado representa uma avaliação técnica independente das capacidades do sistema testado.

Embora Kim Yo-jong não tenha confirmado oficialmente a distância percorrida pelo projectil, ela insinuou que a extensão do alcance foi superior àquela reportada pelos analistas sul-coreanos. A autoridade sugeriu que sistemas de rastreamento da Coreia do Sul e do Japão apresentam limitações técnicas para acompanhar os movimentos dos artefatos norte-coreanos.

Afirmações sobre capacidades de evasão

Kim Yo-jong ressaltou que sempre que a Coreia do Norte aplica o modo de trajetória em ondas aos seus mísseis, os sistemas de rastreamento inimigos não conseguem identificar os alvos desde seus primeiros pontos de salto. Esta declaração busca demonstrar vantagens tecnológicas do sistema norte-coreano em relação aos países vizinhos.

O líder Kim Jong-un supervisionou pessoalmente o exercício militar, conforme informado por sua irmã durante o comunicado oficial do teste.

Contexto dos testes militares norte-coreanos

A Coreia do Norte acelerou significativamente seus programas de testes de mísseis nos últimos meses. Até o momento atual do ano, Pyongyang já realizou mais de dez ocasiões de testes envolvendo diferentes sistemas de armamentos e capacidades militares variadas.

Em diversas ocasiões, as autoridades norte-coreanas declararam estar testando novos tipos de sistemas de armas destinados a modernizar seu arsenal estratégico. Alguns destes testes ocorreram como resposta retaliadora aos exercícios militares conjuntos realizados periodicamente entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Estes exercícios conjuntos representam uma demonstração de força e coordinação entre os aliados ocidentais na região do Leste Asiático, frequentemente resultando em escaladas nas atividades militares norte-coreanas como contramedida estratégica.

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