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Pesquisa Quaest revela empate técnico entre Lula e Flávio

Pesquisa Quaest revela empate técnico entre Lula e Flávio
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Pesquisa Quaest aponta Lula na liderança, mas cenário eleitoral permanece competitivo

A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7 de setembro, apresenta um panorama intrigante das intenções de voto para o pleito presidencial. A pesquisa Quaest, realizada entre 3 e 6 de setembro junto a 2.004 eleitores, revela que Lula mantém a dianteira no primeiro turno com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 29%, criando um cenário onde a disputa apresenta características de acirrada competição.

Augusto Cury segue em terceiro lugar na pesquisa Quaest, com 8% das intenções, apresentando recuo em relação aos levantamentos anteriores, quando atingia 10% em 2 de setembro. Os demais candidatos somam 9% das intenções de voto, enquanto 10% dos entrevistados declararam-se indecisos e 8% pretendem votar em branco, anular o voto ou abster-se de participar do processo eleitoral.

Segundo turno revela empate técnico entre os principais candidatos

O cenário muda significativamente quando se analisa o segundo turno conforme demonstra a pesquisa Quaest. Na simulação de eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos apresentam 41% das intenções de voto, representando um empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Este resultado indica uma oscilação negativa para o presidente, que na rodada anterior marcava 42%, enquanto o senador mantinha a mesma marca de 41%.

Neste cenário de segundo turno, 5% dos eleitores continuam indecisos e 13% afirmam pretender votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. A magnitude deste eleitorado potencialmente volátil sugere que o resultado final da disputa presidencial permanece aberto a variações significativas.

Polarização política estrutura as preferências eleitorais

A análise da pesquisa Quaest por identidade política revela uma profunda polarização entre os eleitores. Entre aqueles que se identificam como lulistas, 96% pretendem votar em Lula, enquanto 89% dos eleitores de esquerda manifestam preferência pelo mesmo candidato. Por outro lado, 98% dos bolsonaristas declaram intenção de voto em Flávio, e 86% dos eleitores que se identificam com a direita também expressam preferência pelo senador.

O eleitorado independente, conforme apontado pela pesquisa Quaest, apresenta divisão equilibrada entre os dois principais candidatos. Este segmento representa a parcela mais volátil do eleitorado e potencialmente decisiva para a definição do resultado final da eleição presidencial.

Potencial de voto e rejeição mantêm características de empate

A pesquisa Quaest também investigou indicadores importantes como potencial de voto e rejeição dos candidatos. Lula apresenta potencial de voto de 44%, podendo contar com eleitores que ainda não declaram voto definido, mas considerariam votar nele. Sua rejeição, contudo, atinge 53% da população, indicando uma parcela significativa que recusa categoricamente apoiá-lo.

Flávio Bolsonaro, segundo a pesquisa Quaest, apresenta rejeição de 55%, ligeiramente superior à de Lula, mas seu potencial de voto alcança 40%. Estes números aproximados, todos dentro da margem de erro, reforçam o caráter competitivo e indefinido da disputa presidencial neste estágio da campanha eleitoral.

Medos iguais estruturam o comportamento eleitoral

Um achado particularmente relevante da pesquisa Quaest diz respeito aos sentimentos que mobilizam os eleitores. Exatamente 43% dos entrevistados afirmam ter medo da possibilidade de retorno da família Bolsonaro ao poder. Simultaneamente, idêntica proporção de 43% expressa temor quanto à continuidade do governo Lula, criando um equilíbrio paradoxal de motivações opostas.

A pesquisa Quaest identificou diferenças geracionais importantes neste quesito. Eleitores mais jovens demonstram crescente preocupação com a continuidade do governo Lula, enquanto aqueles com 60 anos ou mais manifestam maior temor quanto ao retorno da família Bolsonaro ao poder. Esta divisão geracional sugere distintas prioridades e preocupações entre diferentes faixas etárias.

Desaprovação do governo atinge patamar crítico de 50%

O elemento mais preocupante para as perspectivas de reeleição, conforme revelado pela pesquisa Quaest, é a taxa de desaprovação do governo, que atingiu 50%. Esta marca representa uma tendência de deterioração desde julho, contrariando o padrão histórico de melhora observado em outros governos no mesmo período. A pesquisa Quaest evidencia que a aprovação presidencial apresenta trajetória de piora contínua.

Regionalmente, a desaprovação mostrou crescimento em áreas-chave. No Nordeste, a desaprovação aumentou de 29% para 35%, enquanto no Sudeste o crescimento foi ainda mais acentuado, passando de 50% para 56%. Entre grupos demográficos específicos, a desaprovação também cresceu: entre homens, o indicador subiu de 50% para 57%, e entre jovens apresentou aumento expressivo de 46% para 55%.

Questões econômicas moldam percepções e decisões eleitorais

A pesquisa Quaest demonstra que variáveis econômicas exercem influência determinante no comportamento eleitoral. O endividamento de brasileiros voltou a ocupar posição central nas reclamações dos eleitores durante o período de julho a setembro, coincidindo com a piora nos índices de aprovação governamental.

O programa Desenrola 2.0, inicialmente bem avaliado com 50% considerando-o uma boa ideia, segundo a pesquisa Quaest, perdeu apoio e credibilidade. Atualmente, apenas 43% dos eleitores consideram o programa uma iniciativa positiva, revelando diminuição na percepção de efetividade da medida.

A questão de acessibilidade econômica permanece central conforme mostra a pesquisa Quaest. Embora 64% dos brasileiros reconheçam aumento em suas rendas no último ano, apenas 10% perceberem ganho real após descontar a inflação. Esta lacuna entre percepção nominal e real representa frustrante realidade para a maioria dos eleitores.

Impacto eleitoral da frustração econômica favorece Flávio

A pesquisa Quaest revela que a frustração econômica traduz-se em preferências eleitorais claramente distintas. Para eleitores que experimentaram aumento real de renda, Lula mantém larga vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Entretanto, para aqueles que sentiram o custo de vida crescer mais que sua renda, ou que não verificaram melhoria remuneratória, a pesquisa Quaest aponta vantagem expressiva de Flávio.

Bases eleitorais estruturam o piso de cada candidato

A pesquisa Quaest identifica estruturas de apoio consolidadas que funcionam como piso eleitoral mínimo. Lula dispõe de base eleitoral sólida e fiel variando entre 29% e 33%, representando seu eleitorado core. Flávio Bolsonaro parte de base menor, entre 24%, mas ainda significativa e resistente.

O eleitorado restante, conforme demonstra a pesquisa Quaest, distribui-se entre aqueles que buscam candidato outsider representando 20% e aqueles que preferem moderados com 17%. Este segmento intermediário constitui a verdadeira arena de disputa na eleição de 2026, podendo determinar o resultado final.

Segundo turno provavelmente será decidido por eleitores flutuantes

Segundo a pesquisa Quaest, no segundo turno mais provável entre Lula e Flávio, eleitores que buscam outsider ou moderado dividem-se de forma reveladora. Um terço dessa fração escolhe Lula, um quarto declara que não votará em ninguém, e 40% optam por Flávio. Esta distribuição, revelada pela pesquisa Quaest, confirma que a eleição permanece bastante acirrada e indeterminada.

Metodologia e próximas pesquisas

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 3 e 6 de setembro, apresentando margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiabilidade de 95%. Seu registro no TSE é BR-01720/2026. O levantamento foi encomendado pela Globo para cobrir o processo eleitoral de 2026.

Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, os veículos G1, Globo, GloboNews, jornal O Globo e emissoras afiliadas publicarão 130 pesquisas cobrindo disputas presidenciais, senatoriais e estaduais. Estes levantamentos, encomendados à Quaest e Datafolha, fornecerão cobertura rodada a rodada da corrida eleitoral em suas diversas dimensões competitivas.

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