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Pacheco toma posse como ministro do TCU nesta quarta

Pacheco toma posse como ministro do TCU nesta quarta
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Pacheco assume cargo na Corte de Contas

Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado Federal, tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), consolidando sua trajetória na esfera pública brasileira. O Pacheco ministro TCU chega ao tribunal para ocupar a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou para atuar no setor privado. A cerimônia de posse ocorreu em um ato reservado realizado pela manhã na sede da Corte de Contas, em Brasília, com a presença de autoridades dos três Poderes.

Diferentemente do protocolo tradicional, o novo integrante da instituição dispensou cerimônia pública de boas-vindas, mantendo um perfil discreto. Contudo, sua posse contou com a participação de figuras de relevância no cenário político nacional, refletindo a importância da transição que ocorre na instituição fiscalizadora.

Autoridades presentes na cerimônia institucional

A solenidade reuniu personalidades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve presente, acompanhado por ministros do Supremo Tribunal Federal como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Também participou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, demonstrando o caráter institucional do evento.

Na abertura da sessão plenária que se seguiria, o presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo, comunicou que Pacheco apresentou justificativa para não participar daquele que seria seu primeiro encontro colegiado como membro do tribunal.

Trajetória política e profissional do novo ministro

Natural de Porto Velho, Rondônia, e criado em Minas Gerais, Pacheco é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com sólida atuação na área de direito penal. Sua carreira política iniciou-se em 2014, quando elegeu-se deputado federal pela sua entidade federativa mineira.

Durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de conquistar uma cadeira no Senado Federal, eleito em 2018. Em fevereiro de 2021, ascendeu à presidência da Casa Legislativa com amplo apoio de diferentes agremiações políticas, sendo reeleito para continuidade de seu mandato na sequência.

Atuação como presidente do Senado Federal

Durante sua gestão no comando da Casa, o agora ministro do TCU destacou-se pela construção de diálogos entre os diferentes Poderes, bem como pela defesa da estabilidade das instituições democráticas e do respeito aos procedimentos constitucionais. Seu trabalho foi marcado pela articulação de propostas legislativas relevantes para o país.

Entre os principais projetos nos quais participou encontram-se a chamada PEC da Transição, além de iniciativas relacionadas à regulamentação da inteligência artificial e à modernização do Código Civil brasileiro. Essas ações demonstram seu envolvimento com temas contemporâneos de importância para a sociedade.

Histórico de filiações partidárias

Ao longo de sua trajetória política, Pacheco transitou por diferentes legendas. Iniciou sua carreira vinculado ao MDB e posteriormente ao DEM, mudando-se para o PSD. Mais recentemente, filiou-se ao PSB, partido pelo qual continuava quando de sua aprovação para o TCU.

Processo de aprovação e indicação para o tribunal

A indicação de Pacheco para o tribunal fiscalizador foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a abertura da vaga decorrente da saída antecipada de Bruno Dantas. O processo de aprovação ocorreu de forma célere no Congresso Nacional.

No dia 1º de setembro, o Senado Federal aprovou a indicação através de votação realizada diretamente no plenário, sem passagem prévia pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). No dia seguinte, a Câmara dos Deputados confirmou a nomeação com expressiva margem: 404 votos favoráveis contra 61 contrários.

Após a aprovação nas duas Casas legislativas, o ato foi promulgado pelo Congresso Nacional, finalizando o processo que levou à posse ocorrida nesta quarta-feira.

Verificação de requisitos constitucionais

Antes da posse, os ministros do TCU atestaram que Pacheco cumpria todos os requisitos constitucionais necessários para assumir o cargo. Conforme a Constituição Federal, para ocupar posição de ministro da Corte é necessário ter mais de 35 anos e menos de 65 anos, idoneidade moral e reputação ilibada, além de notórios conhecimentos nas áreas de direito, contabilidade, economia, finanças ou administração pública.

Estrutura e atribuições do Tribunal de Contas da União

O Tribunal de Contas da União é responsável por atribuições de grande relevância no sistema de freios e contrapesos brasileiro. Entre suas funções, destaca-se a apreciação das contas prestadas anualmente pelo presidente da República e a fiscalização da aplicação de recursos orçamentários da União em todo o território nacional.

A instituição é composta por nove ministros titulares, cujo processo de indicação distribui-se entre os Poderes. Seis deles são indicados pelo Congresso Nacional, sendo três pela Câmara dos Deputados e três pelo Senado Federal. Os demais três são indicados pelo presidente da República, sendo um de forma direta e os outros dois escolhidos entre ministros-substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU.

O cargo ocupado por Pacheco é vitalício, com aposentadoria compulsória determinada constitucionalmente aos 75 anos de idade, garantindo estabilidade e independência na atuação dos magistrados.

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