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Nova espécie de dinossauro com espinhos ocos é descoberta na China

Nova espécie de dinossauro com espinhos ocos é descoberta na China
Um incrível fóssil, descoberto na Mongólia, está revelando novas informações sobre a pele dos gigantes do Cretáceo. Com cerca de 125 milhões de anos, este fóssil preserva estruturas cutâneas que antes eram desconhecidas pela ciência. A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores liderada por Jin Xingsheng, da Academia Chinesa de Ciências. Eles encontraram o fóssil em 2017, no deserto do Gobi, na Mongólia. Depois de cuidadosamente escavar o local, eles descobriram que o fóssil pertencia a um dinossauro saurópode, que pertenceu a uma espécie ainda não identificada. Mas o que torna esse fóssil tão especial é que ele preserva a pele do animal em detalhes impressionantes. Essas estruturas cutâneas são conhecidas como tubérculos dérmicos, e elas eram cobertas por pequenas escamas, formando uma textura semelhante a uma casca de laranja. Os tubérculos eram mais comuns nas partes do corpo dos dinossauros que estavam expostas ao ambiente, como o pescoço, o dorso e a cauda. Com esse fóssil, os pesquisadores puderam estudar pela primeira vez os tubérculos dérmicos de um saurópode. Eles também puderam compará-los com os de outros dinossauros. Os resultados foram surpreendentes. Enquanto os tubérculos de outros saurópodes eram de aproximadamente 2 cm, nesse fóssil eles chegam a medir até 4 cm. Isso pode indicar que a espécie a qual o fóssil pertence pertencia a um gigante ainda maior do que os saurópodes conhecidos atualmente. Além disso, os tubérculos revelam uma estrutura interna complexa, com canais que provavelmente eram usados para irrigação sanguínea, nervos e até mesmo glândulas. Isso sugere que essas estruturas tiveram funções importantes na termorregulação e comunicação. Essa descoberta é especialmente significativa pois, até então, a maioria dos fósseis de saurópodes apresentavam pouca ou nenhuma preservação de tecidos moles, como a pele. Isso tornava difícil para os pesquisadores entenderem a aparência desses animais em vida, e também limitava o conhecimento sobre sua anatomia. Com a preservação dos tubérculos dérmicos desse fóssil, os pesquisadores agora têm uma visão mais completa da aparência dos saurópodes. Isso é extremamente importante, pois esses animais eram os maiores terrestres que já habitaram a Terra, chegando a medir mais de 30 metros de comprimento e pesar cerca de 70 toneladas. Além disso, essa descoberta pode ter implicações para o estudo de outros animais pré-históricos. Os tubérculos dérmicos são encontrados em uma variedade de espécies, incluindo crocodilos e aves, que são considerados descendentes dos dinossauros. Portanto, a análise dessas estruturas pode nos ajudar a entender melhor a evolução desses animais ao longo dos milhões de anos. Mas não é só isso. O fóssil também nos fornece pistas sobre o ambiente em que esses animais viviam. Os tubérculos preservados sugerem que o dinossauro saurópode vivia em uma área com pouca umidade e que apresentava grandes variações de temperatura, o que pode ter influenciado a evolução dessas estruturas. Esta incrível descoberta nos mostra mais uma vez como a paleontologia é importante para ampliar nosso
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