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Mulher liberada após audiência por contrabando de droga

Mulher liberada após audiência por contrabando de droga
Fonte: g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2018/07/23/mulher-presa-com-droga-na-vagina-em-macapa-e-solta-apos-audiencia-de-custodia.ghtml

Liberação em audiência de custódia após detenção

Uma mulher de 45 anos foi liberada pela Justiça através de uma audiência de custódia realizada nesta segunda-feira, após ser detida com porções de maconha durante uma revista em unidade prisional. A audiência de custódia, procedimento legal que deve ocorrer dentro de 24 horas após a prisão, resultou na soltura da suspeita que responderá em liberdade pelos crimes alegados.

A detida foi abordada no domingo à tarde quando tentava ingressar no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), localizado na Zona Oeste de Macapá, com intuito de visitar seu filho que está interno na unidade. Durante o procedimento padrão de revista de visitantes, foram encontradas sete porções de substâncias diversas, incluindo duas porções de maconha e cinco porções de fermento enroladas, conforme relatório oficial do estabelecimento penitenciário.

Circunstâncias da apreensão e descoberta

Conforme informações do relatório da instituição, os agentes responsáveis pela revista notaram comportamento suspeito da visitante durante o procedimento de segurança. A mulher apresentava sinais de nervosismo considerado anormal e demonstrava desconforto que chamou atenção dos profissionais encarregados da revista de entrada.

Ao ser realizado o exame de raio-x, procedimento comum em unidades prisionais para detectar contrabando, a suspeita retirou voluntariamente sete porções que estavam escondidas em sua vagina. Entre as substâncias encontradas, cinco eram fermento e duas eram maconha, todas acondicionadas de forma embrulhada. A descoberta resultou na abordagem imediata e encaminhamento para a delegacia de polícia para realização de procedimentos administrativos obrigatórios.

Decisão judicial e medidas restritivas

O juiz Rogério Bueno Funfas, responsável pela condução da audiência de custódia, decidiu pela liberação da acusada estabelecendo restrições legais para garantir o cumprimento das obrigações processuais. Entre as medidas impostas, consta o recolhimento domiciliar obrigatório no período entre 20 horas e 6 horas da manhã, impedindo a circulação livre durante horários noturnos.

A decisão de conceder a liberdade considerou diversos fatores apresentados durante a audiência. O magistrado avaliou a existência de residência fixa no município, aspecto que demonstra raízes na comunidade e menor risco de evasão. Além disso, considerou que a ré é primária, ou seja, sem antecedentes criminais registrados, e que possui ocupação lícita comprovada, elementos que reforçaram a concessão da liberdade provisória.

Caracterização legal do caso

A mulher responderá em liberdade pelo crime de tráfico de drogas conforme tipificação penal aplicável. O caso segue os trâmites processuais ordinários, com a suspeita obrigada a cumprir as medidas restritivas impostas e comparecer aos atos processuais designados pelo tribunal competente.

A audiência de custódia, instituição prevista na legislação processual penal brasileira, funciona como mecanismo de controle sobre a privação de liberdade, garantindo que toda pessoa presa em flagrante seja apresentada ao juiz em prazo máximo de 24 horas. Durante esse procedimento, o magistrado avalia a legalidade da prisão, a necessidade de manutenção da detenção ou a concessão de liberdade com ou sem medidas cautelares.

Contexto do tráfico em unidades prisionais

Casos de tentativa de entrada de drogas em estabelecimentos penitenciários são recorrentes em unidades brasileiras. As estratégias utilizadas por visitantes incluem ocultação de substâncias em diversas partes do corpo, técnica que reforça a implementação de procedimentos de segurança mais rigorosos como revista íntima e equipamentos de detecção como raio-x.

As instituições penitenciárias implementam protocolos de segurança para coibir práticas de contrabando que alimentam o mercado interno de drogas dentro das unidades. O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, responsável pela administração das prisões estaduais, segue protocolos de revista padronizados para minimizar esses riscos operacionais.

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