Informação Local 24

Mendonça veda impulsionamento de vídeo do PT contra Flávio Bolsonaro

Mendonça veda impulsionamento de vídeo do PT contra Flávio Bolsonaro
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Decisão do TSE sobre conteúdo de campanha

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, proibiu neste domingo (11) a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de impulsionar um vídeo que afirma que o senador Flávio Bolsonaro é contrário à escala 6x1. A determinação do ministro Mendonça foi proferida de forma preliminar, necessitando ainda referendação pelo plenário da corte eleitoral para ganhar força definitiva.

A decisão de Mendonça atende a uma solicitação formal da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que o conteúdo em questão desqualifica o candidato. O ministro fundamentou sua posição ao mencionar que a legislação eleitoral expressamente veda a utilização de recursos financeiros para ampliar a circulação de mensagens predominantemente negativas contra candidaturas adversárias. Mendonça, ao tomar essa decisão, mantém a jurisprudência do TSE quanto ao uso de impulsionamentos pagos em campanhas eleitorais.

Características do vídeo questionado

O material visual que motivou a proibição possui duração de 30 segundos e apresenta uma atriz afirmando que Flávio Bolsonaro seria contrário ao fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o conteúdo, o Partido Liberal, legenda à qual Bolsonaro é filiado, estaria conduzindo ações para impedir a aprovação dessa medida legislativa que vem sendo debatida no Congresso Nacional.

Os dados fornecidos pela defesa de Bolsonaro indicam que a campanha de Lula realizou dois anúncios do vídeo que, em conjunto, geraram entre 715 mil e 820 mil impressões. O alcance combinado informado atingiu 369 mil contas, com investimento estimado entre 10 e 15 mil reais na divulgação desses materiais, especificamente entre 12 e 14 de setembro.

Alcance e vigência da determinação de Mendonça

O vice-presidente do TSE considerou em sua análise que o vídeo deixou de ser impulsionado nas redes sociais após o período mencionado. Levando esse aspecto em consideração, a proibição emanada de Mendonça valerá especificamente caso a campanha de Lula decida retomar a propagação do vídeo mediante impulsionamentos remunerados. A decisão não afeta a divulgação orgânica do conteúdo nas plataformas digitais.

Decisão paralela contra a CUT

Em processo conexo, André Mendonça também determinou que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) remova cinco vídeos contra Flávio Bolsonaro de suas páginas institucionais. O ministro argumentou que um perfil oficial de instituição não pode divulgar propaganda de natureza eleitoral, independentemente da veracidade do conteúdo publicado.

As publicações removidas pela determinação de Mendonça acumulavam mais de 29 mil reações de curtida e aproximadamente 4,5 mil comentários, indicando circulação significativa especialmente na plataforma Instagram. Essa decisão reforça o entendimento do TSE sobre o papel de instituições em campanhas eleitorais, vedando qualquer forma de engajamento direto em conteúdo político-eleitoral.

Implicações para campanhas e legislação eleitoral

As determinações emanadas de Mendonça refletem a postura do Tribunal Superior Eleitoral quanto ao cumprimento de normas eleitorais durante períodos de campanha. A proibição de impulsionamentos pagos para mensagens negativas busca equilibrar o uso de recursos financeiros em campanhas presidenciais, evitando concentração de investimentos em estratégias de desqualificação de adversários.

A legislação eleitoral brasileira estabelece limites específicos quanto ao uso de ferramentas de impulsionamento digital, particularmente quando envolve gasto de recursos para ampliar alcance de conteúdo. Essas restrições visam garantir maior equidade entre campanhas e evitar desequilíbrios provocados pelo uso massivo de recursos financeiros em plataformas digitais.

Também em Política

Criptomoedas

BNB $754 ▲ 0.74%
Solana (SOL) $112 ▲ 1.8%
XRP $1.4100 ▲ 0.42%