Informação Local 24

Estatais federais lucram R$ 169,4 bi em 2025

Estatais federais lucram R$ 169,4 bi em 2025
Fonte: g1.globo.com/economia/noticia/2026/07/02/apesar-de-prejuizo-recorde-nos-correios-estatais-federais-tem-lucro-maior-em-2025.ghtml

Estatais federais atingem lucro de R$ 169,4 bilhões em 2025

O Ministério da Gestão anunciou nesta quinta-feira (2) que as estatais federais encerraram 2025 com lucro líquido de R$ 169,4 bilhões. O resultado representa um crescimento significativo em relação ao exercício anterior, consolidando um desempenho financeiro positivo do segmento de empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo brasileiro, que totalizam 44 instituições.

O montante registrado pelas estatais federais em 2025 supera em 45,4% o lucro contabilizado no ano de 2024, quando as mesmas empresas haviam acumulado R$ 116,5 bilhões. Apesar deste avanço considerável, o resultado atual permanece abaixo dos patamares alcançados em anos anteriores, refletindo oscilações no cenário econômico e na performance de diferentes segmentos do portfólio estatal.

Petrobras lidera resultados com R$ 110,6 bilhões

A Petrobras foi o principal motor dos lucros das estatais federais em 2025, respondendo isoladamente por R$ 110,6 bilhões, equivalente a 65% de todo o resultado consolidado. A companhia petroleira mantém sua posição de destaque no conjunto das empresas públicas brasileiras, com ganhos substanciais oriundos de suas operações no segmento de exploração e produção de petróleo e derivados.

Complementando o cenário positivo, o BNDES registrou lucro de R$ 25,6 bilhões, enquanto o Banco do Brasil apresentou resultado de R$ 17,8 bilhões. Essas três instituições em conjunto concentraram 90,9% dos lucros totais das estatais federais, demonstrando a elevada concentração de rentabilidade em um número reduzido de empresas públicas estratégicas para a economia nacional.

Histórico comparativo de resultados das estatais

Ao examinar a série histórica recente dos resultados alcançados pelas estatais federais, observa-se uma trajetória marcada por flutuações significativas. Em 2021, as empresas públicas encerraram o ano com lucro de R$ 187,5 bilhões, seguido por um pico em 2022 com R$ 275,1 bilhões. O ano de 2023 registrou R$ 197,9 bilhões, mantendo um patamar elevado, porém inferior ao pico anterior.

O exercício de 2024 representou uma contração pronunciada, com lucro reduzido a R$ 116,5 bilhões. Já em 2025, observa-se recuperação parcial, com as estatais federais retornando a níveis próximos a R$ 169,4 bilhões, ainda que permanecendo distante dos recordes registrados em 2022 e 2023.

Correios enfrentam prejuízo recorde histórico

Contrariando o desempenho positivo do conjunto das estatais federais, os Correios registraram prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, constituindo a maior perda contabilizada na série histórica da empresa. Este resultado representou uma deterioração expressiva comparativamente ao prejuízo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024, superando-o em mais de três vezes.

A sequência negativa acumulada pelos Correios intensificou-se, atingindo 14 trimestres consecutivos operando no vermelho, sinalizando uma crise estrutural que demanda intervenções significativas e urgentes na gestão operacional e financeira da estatal.

Fatores que agravaram a crise dos Correios

A deterioração das contas dos Correios foi catalisada pela combinação de dois fatores principais. De um lado, a receita proveniente de encomendas internacionais registrou queda acentuada, impactando diretamente o fluxo de caixa operacional da empresa. Do outro, as despesas da estatal aumentaram substancialmente, especialmente aquelas relacionadas ao pagamento de precatórios e despesas com pessoal.

Dados financeiros de 2025 revelam que as despesas gerais e administrativas dos Correios cresceram 37% em relação ao período anterior, enquanto simultaneamente a receita gerada pela prestação de serviços diminuiu 12%. Esta combinação de aumento de custos e redução de receitas constituiu uma dinâmica particularmente prejudicial para os resultados financeiros da empresa.

Medidas adotadas para reverter a crise

Buscando enfrentar a situação crítica, a administração dos Correios implementou um conjunto de medidas que incluem programa de demissão voluntária (PDV), alienação de imóveis do patrimônio estatal, revisão e renegociação de contratos comerciais vigentes. Adicionalmente, a empresa obteve aprovação para um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União, visando recompor sua posição de caixa e financiar operações essenciais.

Apesar destas iniciativas, o cenário continuou deteriorando-se. No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram novo prejuízo de R$ 3,1 bilhões, representando um aumento de 82% comparativamente ao mesmo período do exercício anterior. As projeções internas apontam para um resultado ainda mais negativo ao término de 2026, sugerindo que as medidas implementadas até o momento mostraram-se insuficientes para reverter a trajetória de perdas.

Também em Economia