Disney anuncia nova onda de demissões em 2026

Disney realiza terceira rodada de demissões em 2026
A Walt Disney Company segue em processo de reestruturação, com demissões Disney marcando o ano de 2026. Na terça-feira (29), a companhia comunicou o desligamento de centenas de colaboradores em diferentes departamentos, consolidando uma série de cortes que já somam milhares neste período.
Dana Walden, presidente executiva da Walt Disney Company, discorreu sobre a situação durante a conferência Bloomberg Screentime, realizada em Los Angeles. A executiva reconheceu o impacto emocional das medidas, descrevendo o processo como "extremamente doloroso", mas argumentou que tais ações são inevitáveis para manter a viabilidade operacional e competitiva da organização.
Justificativa para os cortes e contexto de mercado
Segundo Walden, em entrevista ao editor da Bloomberg Lucas Shaw, a reestruturação Disney responde a pressões estruturais do setor de entretenimento. "A tecnologia colocou nosso negócio na mira e temos que sobreviver, prosperar e crescer", afirmou a executiva, ressaltando que essa dinâmica não é exclusiva da Disney, mas permeia toda a indústria.
A presidente complementou sua análise argumentando que empresas de tecnologia enfrentam desafios similares. "Assim como todos os nossos concorrentes que estão em situação semelhante, e certamente todos da indústria tecnológica, há uma necessidade constante de avaliar como você está estruturado", completou.
Programa de desligamento voluntário
A mais recente onda de demissões Disney foi parte de um programa de desligamento voluntário que ofereceu a executivos a possibilidade de decidir sobre sua permanência na empresa. Conforme explicou Walden, essa oportunidade foi concedida "cientes de que essa evolução nunca vai parar".
Os cortes anunciados na terça-feira (29) atingiram principalmente os departamentos de recursos humanos e tecnologia da informação (TI), tanto na estrutura corporativa quanto em diferentes divisões da companhia. Essa foi a terceira rodada de demissões Disney em 2026, seguindo cortes ocorridos em abril e julho.
Histórico de desligamentos em 2026
Em abril deste ano, após a chegada de Josh D'Amaro como novo Chief Executive Officer (CEO), aproximadamente 1.000 empregados deixaram a organização. Em julho, nova rodada de cortes foi executada, afetando centenas de profissionais em áreas corporativas e divisões como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television.
Na divulgação dos resultados do trimestre encerrado em junho, Josh D'Amaro e Hugh Johnston, diretor financeiro, confirmaram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo redimensionamento do quadro funcional e ajustes em gastos administrativos.
Tamanho e impacto da força de trabalho
A Disney empregava aproximadamente 231 mil pessoas ao final do ano fiscal de 2025, sendo cerca de 172 mil localizados nos Estados Unidos e 59 mil distribuídos internacionalmente, conforme dados da companhia citados pela agência Reuters.
Os cortes em curso representam continuidade de uma estratégia iniciada anteriormente. Em 2023, sob gestão do então CEO Bob Iger, a empresa anunciou o desligamento de aproximadamente 7.000 funcionários como componente de um plano ambicioso destinado a reduzir 5,5 bilhões de dólares em custos operacionais.
Contexto de transformação setorial
A reestruturação Disney ocorre em momento de transformação profunda da indústria de entretenimento. A migração para plataformas digitais, mudanças nos hábitos de consumo audiovisual e a intensificação da concorrência em streaming redefinem modelos de negócio estabelecidos há décadas.
A posição adotada pela administração sugere que os desafios enfrentados pela Disney refletem dinâmicas mais amplas do setor, onde adaptação organizacional tornou-se requisito de sobrevivência. O compromisso anunciado com avaliação contínua de estruturas indica expectativa de que novos ajustes possam ser implementados nos períodos subsequentes.




