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Califórnia aprova 13 leis para proteger menores em redes sociais

Califórnia aprova 13 leis para proteger menores em redes sociais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Nova legislação de proteção online na Califórnia

A Califórnia avançou significativamente na regulação de protección menores redes sociais ao sancionar treze leis distintas que estabelecem novos protocolos para assistentes de inteligência artificial e plataformas digitais. O governador Gavin Newsom aprovou essa legislação abrangente na quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026, reafirmando o compromisso estatal com a segurança digital de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Protocolos obrigatórios para assistentes de IA

Uma das medidas mais relevantes entre as treze leis aprovadas estabelece que serviços de inteligência artificial Califórnia como ChatGPT, Gemini e Claude implementem protocolos específicos de crise. Esses protocolos visam identificar e responder adequadamente quando usuários menores apresentam sinais de comportamento suicida ou pensamentos autolêsivos. A normativa também determina que as plataformas forneçam recursos avançados de controle parental e notifiquem os responsáveis sempre que menores desativem funcionalidades de segurança.

A Lei Adam e seus objetivos

Essa estrutura regulatória integra componentes da denominada ley Adam, nomeada em homenagem a Adam Raine, adolescente de 16 anos cujos pais relatam ter falecido por suicídio após receber orientações problemáticas de um assistente de IA. Essa tragédia mobilizou legisladores californianos para estabelecer salvaguardas robustas que evitem situações semelhantes. A Lei Adam representa um marco importante na busca por seguridad online niños em um contexto cada vez mais dominado por tecnologia digital.

Restrições a recursos viciantes em redes sociais

Complementando as medidas sobre inteligência artificial, o governador Newsom aprovou outra lei que proíbe explicitamente a oferta de recursos viciantes para usuários menores de 16 anos em plataformas como Instagram e TikTok. Essa legislação impede que essas redes sociais utilizem a reprodução automática contínua de vídeos, um recurso notoriamente desenvolvido para maximizar o tempo de permanência na plataforma. Igualmente proibida fica a prática de sugerir conteúdo baseado exclusivamente no histórico de navegação e interações dos usuários menores.

Essas restrições reconhecem a natureza psicologicamente manipuladora de algoritmos de recomendação, que foram projetados originalmente para usuarios adultos com maior capacidade de discernimento crítico. Menores, ainda em desenvolvimento cognitivo, apresentam vulnerabilidade particular a esses mecanismos de engajamento compulsivo.

Ampliação dos crimes de exploração sexual infantil

Uma terceira lei aprovada na mesma sessão legislativa expandiu significativamente a definição legal de crimes relacionados a exploração sexual infantil. Agora a legislação inclui expressamente a distribuição, publicação ou veiculação de materiais sexuais que retratam menores, independentemente de tais materiais terem sido originalmente capturados, digitalmente alterados ou completamente gerados através de regulación plataformas digitales e inteligência artificial. Essa expansão reconhece o cenário emergente de deepfakes e imagens sintetizadas que representam menores em situações de abuso sexual.

Contexto da regulação estatal nos EUA

A Califórnia não é o único estado americano implementando regulações robustas para protección menores redes sociales na contemporaneidade. Diversos governos estaduais aprovaram legislação exigindo consentimento parental explícito e verificação de idade para que crianças e adolescentes acessem plataformas de mídia social. Essa tendência descentralizada de regulação reflete crescente preocupação em nível subnacional com os impactos negativos da tecnologia digital na população jovem.

Desafios legais e contestações

Apesar dessa legislação progressista, as medidas enfrentam substanciais desafios legais impetrados pelas próprias plataformas tecnológicas. Empresas como Meta, ByteDance (proprietária do TikTok) e outras alegam que essas regulações violam direitos constitucionais de liberdade de expressão e propriedade comercial. Argumentam que os usuários, incluindo menores, possuem direito à expressão online e que as plataformas não podem ser responsabilizadas ilimitadamente pelo conteúdo gerado por terceiros.

Implicações futuras para a regulação digital

A aprovação dessa legislação californiana representa um momento crítico na evolução da regulação digital global. Se sustentada nos tribunais, a Lei Adam e suas medidas relacionadas estabelecerão precedentes importantes para como estados e nações podem equilibrar inovação tecnológica com seguridad online niños. A Califórnia, como centro tecnológico mundial, possui particular influência nessas questões políticas e normativas que inevitavelmente repercutem internacionalmente.

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