Avaliação do governo Lula permanece estável em junho, aponta Datafolha

Avaliação do governo Lula mantém equilíbrio em junho
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) revela que a avaliação do governo Lula apresenta um quadro de estabilidade em relação aos meses anteriores. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, 38% dos entrevistados manifestam uma opinião negativa sobre a atual administração federal, enquanto 32% expressam uma visão positiva do desempenho governamental.
O panorama reflete uma continuidade nas percepções dos brasileiros sobre a gestão do presidente Lula. A avaliação do governo Lula permanece praticamente inalterada desde maio, demonstrando uma consolidação das posições políticas entre os eleitores, independentemente das medidas e ações implementadas nos últimos meses.
Distribuição detalhada das avaliações
Os dados coletados entre 17 e 19 de junho apresentam a seguinte divisão: 38% consideram o governo ruim ou péssimo, 32% o avaliam como ótimo ou bom, e 29% atribuem um conceito regular ao desempenho presidencial. Apenas 1% dos respondentes não souberam responder à questão.
A comparação com a pesquisa anterior de maio evidencia a manutenção desses índices. Nas avaliações negativas, o percentual permaneceu em 38% (comparado aos 38% de maio e 40% de abril). As avaliações positivas também se mantiveram estáveis em 32% (face aos 32% de maio e 29% de abril), enquanto as respostas de desempenho regular aumentaram ligeiramente para 29% (contra 28% em maio).
Metodologia e confiabilidade da pesquisa
O Instituto Datafolha entrevistou 2.004 pessoas durante o período de 17 a 19 de junho, conforme informações registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A margem de erro estabelecida é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, garantindo a credibilidade dos resultados apresentados. O processo foi registrado sob o número BR-09956/2026 no TSE, seguindo todos os protocolos de transparência eleitoral.
Aprovação e desaprovação presidencial
Além da avaliação do governo Lula em termos gerais, o Datafolha questionou os respondentes sobre sua aprovação específica do trabalho do presidente. Os resultados demonstram uma divisão praticamente equilibrada entre a população: 49% desaprovam o trabalho presidencial, enquanto 48% aprovam. Apenas 3% não souberam ou não responderam à pergunta.
Comparando com a pesquisa de maio, observa-se uma leve variação na desaprovação, que subiu um ponto percentual (de 48% para 49%), mantendo a aprovação estável em 48%. Este cenário reflete uma sociedade dividida quanto ao desempenho do presidente Lula na condução dos assuntos da administração federal.
Perspectivas eleitorais para 2026
A pesquisa Datafolha incluiu simulações de cenários para a eleição presidencial prevista para outubro. No simulado de primeiro turno, o presidente Lula lidera com 41% das intenções de voto, mantendo uma vantagem significativa de dez pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 31%. Outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 3% cada um.
No cenário de segundo turno, a avaliação do governo Lula reflete-se também nas preferências eleitorais. Lula mantém 47% das intenções de voto contra Flávio Bolsonaro, que apresenta 43%. Estes números permanecem idênticos aos registrados na pesquisa anterior de maio, sugerindo uma consolidação das posições políticas entre os eleitores para o próximo pleito presidencial.
Estabilidade política em contexto de incerteza
O panorama apresentado pela pesquisa Datafolha indica uma certa estabilidade nas percepções políticas brasileiras, apesar das transformações econômicas e sociais em curso. A manutenção dos índices de avaliação do governo Lula entre maio e junho sugere que as oscilações na preferência eleitoral refletem principalmente fatores estruturais já consolidados, e não mudanças abruptas na opinião pública.
Este equilíbrio político, revelado pelas métricas de aprovação e avaliação, será importante para observadores e analistas políticos acompanharem nos próximos meses, especialmente conforme a campanha para as eleições de outubro se aproximar e novas dinâmicas políticas possam emergir.




