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ANPD monitora 18 sites pornôs para bloquear acesso a menores

ANPD monitora 18 sites pornôs para bloquear acesso a menores
Fonte: g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/06/19/investigacao-sites-pornos-acesso-menores-de-idade.ghtml

ANPD monitora sites pornôs em ação de proteção a menores

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) iniciou uma fiscalização abrangente sobre ANPD monitora sites pornôs para verificar se implementam barreiras eficazes contra o acesso de crianças e adolescentes. A ação, anunciada nesta sexta-feira (19), representa um passo decisivo na garantia de segurança digital para menores no Brasil.

A fiscalização se concentra em 18 plataformas que, em conjunto, representam 98% do tráfego de conteúdo impróprio para menores de idade. Essa abrangência demonstra o compromisso regulatório em alcançar os principais responsáveis pela disponibilização de material adulto online.

Novo marco legal: o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente

O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), transformado em lei em setembro de 2025, estabelece obrigações rigorosas para plataformas que disponibilizam conteúdo restrito a maiores de 18 anos. A legislação proíbe a utilização simples de autodeclaração de idade, fechando brechas que permitiam a evasão de controles básicos.

Conforme as normas estabelecidas, sites não podem se valer de mecanismos facilmente burlados, como botões de confirmação genéricos que se limitam a perguntar "Você tem mais de 18 anos?". O Reino Unido adotou padrão semelhante, observando queda expressiva de audiência em plataformas que elevaram seus critérios de verificação.

Procedimento fiscalizatório e prazos

As plataformas acionadas pela ANPD possuem prazo de 10 dias úteis para apresentar resposta detalhada. Nesse período, devem informar quais medidas concretas foram adotadas para validar a idade de usuários e como se adequam aos requisitos mínimos estabelecidos pela agência reguladora.

Além disso, as empresas são obrigadas a descrever os mecanismos de proteção aplicados nos casos em que não é possível confirmar com certeza a idade do usuário. Essa transparência permite à ANPD avaliar a suficiência das estratégias implementadas.

Consequências para o não cumprimento

Plataformas que deixarem de responder aos questionamentos ou que não apresentarem medidas adequadas enfrentarão processos administrativos. As sanções podem incluir advertência formal, aplicação de multas substantivas e até bloqueio de acesso no território brasileiro.

Essa escala de penalidades demonstra a seriedade do regulador em relação ao tema, sinalizando que a proteção de menores é prioridade máxima na agenda de proteção de dados do país.

Cenário anterior: autodeclaração ainda prevalecia

Em verificação realizada em março, após a entrada em vigência do ECA Digital, constatou-se que diversos sites pornográficos continuavam aceitando simples autodeclaração de idade, sem mudanças visíveis em seus procedimentos de controle. Especialistas consultados à época apontaram que a legislação atravessava período de transição, dependendo de regulamentação adicional da ANPD.

Essa fiscalização atual representa justamente o cumprimento dessa necessidade regulatória, com a agência definindo regras específicas sobre como a verificação de idade deve ser executada tecnicamente pelas plataformas.

Plataformas sob monitoramento

A ANPD identificou e convocou para fiscalização as seguintes plataformas: Xvideos.com, Xvideos.red, Onlyfans.com, Pornhub.com, Xhamster.com, Xnxx.com, Fatalmodel.com, Socialmediagirls.com, Sambaporno.com, Animeshentai.biz, Hentaistube.com, Privacy.com.br, Thehentai.net, Photoacompanhantes.com, Cameraprive.com, Hiper.cool, Shokka.com e Thisvid.com.

Perspectivas futuras da proteção digital

A ação da ANPD inaugura uma fase mais rigorosa de compliance digital no Brasil. Espera-se que a fiscalização estabeleça precedentes significativos sobre como a verificação de idade deve funcionar em plataformas adultas, criando padrões que possam ser replicados internacionalmente.

A iniciativa reflete preocupação crescente com exposição de menores a conteúdo inapropriado online e demonstra que reguladores brasileiros estão dispostos a fazer cumprir legislação protetiva mesmo contra grandes plataformas internacionais.

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