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Aceitação da homossexualidade diminui para 72% conforme Datafolha

Aceitação da homossexualidade diminui para 72% conforme Datafolha
Fonte: g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/07/04/datafolha-aceitacao-da-homossexualidade-recua-no-brasil.ghtml

Recuo na aceitação da homossexualidade no Brasil

A aceitação da homossexualidade entre os brasileiros registrou uma queda significativa, caindo de 79% em 2022 para 72% em 2026, conforme divulgado pela pesquisa Datafolha sobre a matriz ideológica do país na sexta-feira, 3 de junho. Este declínio de sete pontos percentuais em apenas quatro anos marca uma tendência preocupante no cenário de tolerância social.

Os dados coletados pelo instituto revelam também uma elevação na proporção de brasileiros que defendem o desencorajamento da homossexualidade. Enquanto em 2022 essa fatia representava uma parcela menor da população, em 2026 chegou a 20%. O percentual de indecisos permaneceu estável em 8%, caracterizando uma população cada vez mais polarizada em suas opiniões sobre o tema.

Apesar dessa retração recente, o indicador ainda se mantém superior aos registros iniciais da série histórica do Datafolha, demonstrando que, em termos históricos de longo prazo, houve avanços na aceitação da homossexualidade no país.

Histórico de variações na percepção pública

A trajetória de aceitação da homossexualidade no Brasil, conforme monitorado pelo Datafolha, apresenta oscilações significativas ao longo dos últimos 13 anos:

Em 2013, o índice iniciou em 67%. Ano seguinte, em 2014, houve uma queda para 64%, marcando o ponto mais baixo da série histórica até então. A mudança de direção ocorreu em 2017, quando a aceitação subiu para 74%, representando uma recuperação de dez pontos percentuais. Em 2022, atingiu seu pico histórico com 79% de aceitação. Atualmente, em 2026, o índice retrocedeu para 72%, ainda que permanecendo acima dos primeiros registros.

Metodologia e credibilidade da pesquisa

O levantamento foi conduzido de forma presencial com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, distribuídos em 139 municípios brasileiros. A coleta de dados ocorreu nos dias 17 e 18 de junho de 2026. Com um nível de confiança de 95%, a pesquisa garante uma margem de segurança estatística significativa. O estudo encontra-se registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026, reforçando sua autenticidade e conformidade com as normas eleitorais brasileiras.

Variações por perfil religioso

A pesquisa identificou diferenças expressivas quando analisado o perfil religioso dos entrevistados. Entre católicos, 75% concordam que a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade, enquanto 18% defendem que deva ser desencorajada. Esse índice evidencia que, entre os católicos, a tolerância permanece majoritária, embora não dominante.

O cenário é substancialmente diferente entre evangélicos. Apenas 61% desse segmento concorda que a homossexualidade deve ser aceita, representando uma queda de 14 pontos percentuais em relação aos católicos. Por outro lado, 29% dos evangélicos entrevistados defendem o desencorajamento da orientação sexual, um índice 11 pontos acima do registrado entre católicos. Essa distinção reflete as diferentes abordagens teológicas entre essas denominações religiosas.

Diferenças de percepção por gênero

As respostas também variaram consideravelmente conforme o gênero dos participantes da pesquisa. Mulheres demonstram maior tolerância: 76% concordam que a homossexualidade deve ser aceita, enquanto apenas 16% defendem seu desencorajamento. Esse percentual de aceitação entre mulheres supera a média nacional em quatro pontos.

Entre homens, a aceitação da homossexualidade cai para 69%, indicando uma diferença de sete pontos percentuais em relação às mulheres. Simultaneamente, 24% dos homens entrevistados defendem o desencorajamento, representando um aumento de 8 pontos em comparação com as respostas femininas. Essa divisão de gênero sugere que questões de comportamento sexual são percebidas de formas distintas por homens e mulheres no Brasil.

Análise por preferência eleitoral

O alinhamento político dos entrevistados revela disparidades notáveis nas visões sobre a homossexualidade. Entre eleitores que apoiam Lula e o PT, 81% afirmam que a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade, posicionando esse segmento como o mais tolerante. Apenas 14% desse grupo defende o desencorajamento.

Por outro lado, entre eleitores de Flávio Bolsonaro e o PL, 65% apoiam a aceitação, representando uma queda de 16 pontos em relação aos apoiadores de Lula. Nesse segmento, 26% declaram que a orientação sexual deve ser desencorajada, configurando uma diferença de 12 pontos em relação ao grupo anterior. Essa polarização reflete as diferentes plataformas ideológicas dos grupos políticos.

Contexto do estudo sobre matriz ideológica

A pergunta sobre homossexualidade integra o eixo de comportamento da pesquisa de matriz ideológica do Datafolha, que monitora a variação na percepção pública sobre diversos temas sociais relevantes. Além da homossexualidade, o estudo aborda questões relacionadas a drogas, armas, pobreza e segurança, oferecendo um panorama abrangente do pensamento social brasileiro em 2026.

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