Um dia após atingir um recorde histórico, a bolsa brasileira teve uma forte correção e caiu mais de 2%, impulsionada principalmente pelas ações dos bancos. No entanto, o dólar se manteve estável, mesmo com a pressão internacional. Essa é uma notícia que pode gerar preocupação para alguns investidores, mas é importante analisar o contexto e entender os motivos por trás dessas oscilações.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) aos 181.708 pontos, com uma queda de 2,14%. Essa queda foi influenciada tanto pela baixa nas bolsas dos Estados Unidos como pela realização de lucros, quando os investidores vendem suas ações para obter ganhos após um período de alta. É importante lembrar que a bolsa brasileira vinha apresentando uma sequência de recordes nos últimos dias, o que torna essa correção algo natural e esperado.
Além disso, é importante ressaltar que o mercado de ações teve um dia mais tranquilo, com uma queda menor do que o previsto. Isso mostra que, apesar da correção, a bolsa brasileira ainda se mantém em um patamar elevado e com boas perspectivas de crescimento. O dólar comercial fechou esta quarta-feira vendido a R$ 5,25, o mesmo valor da terça-feira (3). Embora tenha chegado a cair para R$ 5,21 durante a manhã, a moeda norte-americana se estabilizou durante a tarde. Vale destacar que, em 2021, o dólar já acumula uma queda de 4,38%.
Uma das razões para a estabilidade do dólar é a valorização das commodities, que são bens primários com cotação internacional. Com a alta do preço do petróleo do tipo Brent em mais de 3%, após impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã, várias moedas de países emergentes conseguiram resistir à pressão externa. Isso é um sinal positivo para a economia brasileira, que é fortemente influenciada pelo mercado de commodities.
No entanto, é importante destacar que a bolsa brasileira acompanhou a queda das bolsas estadunidenses, que foram impactadas por temores de um estouro de bolha em empresas de inteligência artificial. Esse é um cenário que pode gerar preocupação, mas é importante lembrar que o mercado de ações é volátil e está sujeito a oscilações. É preciso ter cautela e analisar os fundamentos das empresas antes de tomar decisões de investimento.
Outro fator que influenciou a queda da bolsa brasileira foi a divulgação de dados sobre a atividade do setor de serviços nos Estados Unidos. A queda menor do que o previsto nesse setor diminuiu as chances de o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) cortar os juros na próxima reunião, que está prevista para março. Isso pode gerar uma expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos, o que pode atrair investidores para a economia norte-americana e gerar uma saída de capital de países emergentes, como o Brasil.
No entanto, é importante destacar que o Banco Central do Brasil já sinalizou que pretende manter a taxa básica de juros (Selic) em um patamar baixo por um período prolongado. Isso é positivo para a economia brasileira, pois estimula o consumo e o investimento, além de manter a atratividade do país para investidores estrangeiros. Além disso, a expectativa é de que a inflação se mantenha controlada, o que também é um fator positivo para a economia e para o mercado de ações.
É importante lembrar que o mercado de ações é um investimento de longo prazo e que as oscila



