Louis Gerstner, um dos CEOs mais influentes da história da IBM, faleceu aos 83 anos de idade. Ele liderou a empresa durante os anos 1990 e foi responsável por uma grande transformação na companhia, mudando o foco de hardware para serviços. Sua visão e liderança foram fundamentais para salvar a IBM de uma crise financeira e colocá-la novamente no topo do mercado de tecnologia.
Nascido em 1942, em Mineola, Nova York, Gerstner cresceu em uma família de classe média e sempre foi um aluno exemplar. Ele se formou em engenharia pela Universidade de Dartmouth e, posteriormente, obteve um MBA pela Universidade de Harvard. Sua carreira começou na McKinsey & Company, uma das principais consultorias de gestão do mundo, onde trabalhou por 11 anos antes de ingressar na American Express.
Em 1993, Gerstner foi convidado para assumir o cargo de CEO da IBM, que na época enfrentava uma crise financeira sem precedentes. A empresa, que era conhecida por seus computadores e hardware, estava perdendo espaço para concorrentes como a Microsoft e a Dell, que estavam se destacando no mercado de software e serviços. A situação era tão grave que muitos acreditavam que a IBM estava à beira da falência.
No entanto, Gerstner não se intimidou com o desafio e aceitou o cargo. Ele sabia que seria uma tarefa difícil, mas estava determinado a salvar a IBM e restaurar sua posição de liderança no mercado de tecnologia. Sua primeira decisão foi mudar o foco da empresa de hardware para serviços, uma estratégia que muitos consideraram arriscada na época.
Com sua vasta experiência em consultoria e gestão, Gerstner sabia que a IBM precisava se adaptar às mudanças do mercado e oferecer soluções mais completas aos clientes. Ele também percebeu que a empresa precisava ser mais ágil e flexível, abandonando sua estrutura hierárquica e burocrática. Para isso, ele implementou uma cultura de inovação e colaboração, incentivando a criatividade e a troca de ideias entre os funcionários.
Além disso, Gerstner também foi responsável por uma série de aquisições estratégicas, como a Lotus Software e a Tivoli Systems, que fortaleceram a presença da IBM no mercado de software e serviços. Ele também investiu em novas tecnologias, como a internet e o e-commerce, antecipando tendências e garantindo que a IBM estivesse sempre à frente da concorrência.
Graças às mudanças implementadas por Gerstner, a IBM se recuperou financeiramente e voltou a ser uma empresa lucrativa. Sob sua liderança, a receita da companhia aumentou de US$ 64 bilhões para US$ 88 bilhões em apenas cinco anos. Além disso, a IBM se tornou uma das empresas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado de mais de US$ 200 bilhões.
O sucesso de Gerstner na IBM foi reconhecido por toda a indústria de tecnologia. Ele foi eleito o CEO do ano pela revista Fortune em 1995 e entrou para o Hall da Fama dos Negócios em 2001. Além disso, ele também se tornou um autor de sucesso, escrevendo o livro “Quem diz que os elefantes não dançam?”, onde conta sua experiência na IBM e compartilha suas lições de liderança.
Após se aposentar da IBM em 2002, Gerstner continuou ativo no mundo dos negócios, atuando como conselheiro e investidor em diversas empresas. Ele também se dedicou a causas filantrópicas, sendo um grande defensor da educação e da tecnologia como ferramentas para transformar a sociedade.
A notícia da morte de Louis Gerstner foi





