O segundo dia da greve nacional dos petroleiros foi marcado por uma adesão ainda maior de unidades em todo o país. A categoria, que já havia iniciado o movimento na segunda-feira (15), recebeu nesta terça-feira (16) o reforço de novas bases, como a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, e a Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), no Ceará. A mobilização também se estendeu para outras unidades, como a Termoceará e o terminal de Macuripe.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que no Rio Grande do Norte, os trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu aderiram à greve nesta terça-feira, assim como os médicos do setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) da companhia. Além disso, houve o reforço na Bahia dos trabalhadores da Usina de Biodisel de Candeias e de diversas unidades da Bacia de Campos, no norte fluminense, onde já são 22 plataformas entregues às equipes de contingência.
A paralisação nas bases operacionais da FUP já atinge 8 refinarias, 24 plataformas, 10 unidades da Transpetro, 4 termelétricas, 2 usinas de biodisel, além dos campos terrestres da Bahia, da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) e da Estação de Compressão de Paulínia (TBG). A greve, que é por tempo indeterminado, tem como objetivo pressionar a direção da Petrobras a apresentar uma nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que atenda às reivindicações da categoria.
Os petroleiros exigem uma distribuição justa da riqueza gerada pela empresa, o fim dos equacionamentos da Petros e o reconhecimento da Pauta pelo Brasil Soberano, com a suspensão das privatizações e demissões na área de Exploração e Produção. A categoria alega que a Petrobras tem condições de atender a essas demandas, já que a empresa registrou um lucro líquido de R$ 40,1 bilhões em 2019.
A greve nacional dos petroleiros é uma resposta à postura da Petrobras, que se recusa a negociar com a categoria e tem adotado medidas que prejudicam os trabalhadores, como a demissão em massa de funcionários da área de Exploração e Produção e a privatização de diversas unidades. A FUP argumenta que essas ações vão contra os interesses do país, uma vez que a Petrobras é uma empresa estratégica para a soberania nacional.
A paralisação dos petroleiros também tem um papel importante na luta pela justiça social e pela valorização do trabalho. A categoria reivindica melhores condições de trabalho e salários dignos, além de denunciar a precarização e terceirização que têm sido cada vez mais comuns na empresa. Os petroleiros também se solidarizam com outras categorias em luta, como os trabalhadores da educação e da saúde, e se unem na defesa dos direitos e conquistas dos trabalhadores brasileiros.
A greve nacional dos petroleiros é um movimento legítimo e necessário, que conta com o apoio de diversas entidades sindicais e movimentos sociais. A luta dos petroleiros é também uma luta pela democracia e pela defesa dos direitos dos trabalhadores, em um momento em que o governo federal tem atacado constantemente esses direitos.
A Petrobras, por sua vez, tem o dever de dialogar com a categoria e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações dos petroleiros. A empresa não pode ignorar a importância dos





