A internet se tornou uma ferramenta essencial em nossas vidas, nos conectando com pessoas ao redor do mundo e nos proporcionando acesso a uma infinidade de informações. No entanto, com essa facilidade e rapidez de comunicação, também surgiram alguns desafios, como a disseminação de conteúdo ilegal e prejudicial.
É por isso que a legislação em todo o mundo tem se esforçado para garantir que a transparência e mecanismos robustos sejam implementados para impedir a criação e disseminação de conteúdo ilegal e prejudicial. Recentemente, a União Europeia (UE) se manifestou sobre o assunto, afirmando que tanto a Meta (antiga Facebook) quanto o TikTok teriam violado a Lei de Transparência.
A UE é conhecida por sua postura rigorosa em relação à proteção dos direitos dos usuários na internet. A Lei de Transparência, que entrou em vigor em 2020, é um exemplo disso. Ela exige que as plataformas online forneçam informações claras e precisas sobre como seus algoritmos funcionam e como o conteúdo é selecionado e exibido para os usuários. Além disso, a lei também exige que as plataformas sejam transparentes em relação às políticas de moderação de conteúdo e que forneçam mecanismos eficazes para que os usuários possam recorrer em caso de remoção de conteúdo.
No caso da Meta, a UE alega que a empresa não forneceu informações suficientes sobre como seu algoritmo de recomendação funciona e como ele pode influenciar o comportamento dos usuários. Isso é extremamente preocupante, uma vez que o algoritmo pode ter um papel fundamental na disseminação de conteúdo prejudicial, como discursos de ódio, desinformação e violência.
Além disso, a UE também acusa a Meta de não fornecer informações claras sobre como o conteúdo é selecionado e exibido nos feeds de notícias dos usuários. Isso pode levar a uma bolha de informação, onde os usuários só são expostos a conteúdos que confirmam suas próprias crenças e opiniões, sem ter acesso a diferentes perspectivas e opiniões.
No caso do TikTok, a UE afirma que a plataforma não forneceu informações suficientes sobre como lida com a proteção de crianças e adolescentes. A lei exige que as plataformas tenham medidas eficazes para proteger os menores de idade de conteúdos prejudiciais, como pornografia e violência. No entanto, a UE alega que o TikTok não foi transparente em relação a essas medidas e que não forneceu informações suficientes sobre como os usuários podem denunciar conteúdos inapropriados.
Essas acusações levantam questões importantes sobre a responsabilidade das plataformas online em relação ao conteúdo que é compartilhado em suas redes. Afinal, essas empresas têm um papel fundamental na disseminação de informações e no comportamento dos usuários. É por isso que a legislação é tão importante, pois garante que as plataformas sejam transparentes em relação às suas práticas e que forneçam mecanismos eficazes para proteger seus usuários.
Além disso, a legislação também é uma forma de responsabilizar as empresas por suas ações. No passado, vimos inúmeros casos de plataformas que não agiram de forma adequada em relação ao conteúdo prejudicial e que só tomaram medidas após pressão da sociedade e dos governos. Com a Lei de Transparência, as empresas são obrigadas a fornecer informações claras e precisas sobre suas práticas, o que torna mais fácil para os governos e a sociedade civil monitorar suas ações e exigir mudanças quando necessário.
É importante ressaltar que a legislação não tem como objetivo censurar ou controlar a internet,





