A cafeicultura é uma das principais atividades agrícolas do Brasil, sendo responsável por uma grande parcela da economia do país. No entanto, os produtores de café enfrentam um grande desafio: a ferrugem do cafeeiro. Essa doença, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, pode causar grandes prejuízos na produção e qualidade dos grãos, além de ser um problema ambiental, já que o controle químico tradicional pode ser prejudicial ao meio ambiente. Mas uma boa notícia surge para os produtores: uma pesquisa brasileira desenvolveu um método sustentável para controlar a ferrugem do cafeeiro, utilizando partículas de cobre produzidas a partir de extratos naturais.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), teve como objetivo encontrar uma alternativa ao uso de fungicidas químicos no controle da ferrugem do cafeeiro. A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou com a colaboração de produtores de café da região de Viçosa, em Minas Gerais.
O método desenvolvido pelos pesquisadores consiste na produção de partículas de cobre a partir de extratos naturais, como cascas de frutas cítricas e sementes de mamona. Esses extratos são ricos em compostos fenólicos, que possuem propriedades antifúngicas. A partir desses extratos, os pesquisadores conseguiram produzir partículas de cobre com tamanho e formato controlados, que apresentaram grande eficácia no controle da ferrugem do cafeeiro.
Além de ser uma alternativa sustentável ao uso de fungicidas químicos, o método desenvolvido pelos pesquisadores apresenta outras vantagens. As partículas de cobre produzidas a partir de extratos naturais são mais estáveis e possuem maior aderência às folhas, o que aumenta a sua eficácia no controle da doença. Além disso, essas partículas são biodegradáveis, não deixando resíduos tóxicos no meio ambiente.
O estudo foi realizado em campo, em uma área de produção de café, e os resultados foram surpreendentes. As plantas tratadas com as partículas de cobre produzidas a partir de extratos naturais apresentaram uma redução significativa na incidência da ferrugem do cafeeiro, em comparação com as plantas tratadas com fungicidas químicos. Além disso, os grãos colhidos das plantas tratadas apresentaram maior qualidade e teor de cafeína, o que pode resultar em um aumento no valor de mercado do café produzido.
Os produtores de café estão animados com os resultados da pesquisa e já estão adotando o método em suas lavouras. Além de ser uma alternativa mais sustentável e econômica, o método desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros também pode ser utilizado em outras culturas, como a soja e o milho, que também são afetadas pela ferrugem.
O sucesso desse estudo é mais uma prova da excelência da pesquisa científica brasileira. Além de contribuir para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, a pesquisa também fortalece o setor agrícola do país, que é um dos pilares da economia brasileira.
Com o avanço da tecnologia e a preocupação crescente com a sustentabilidade, é fundamental investir em pesquisas que busquem alternativas mais sustentáveis para o controle de doenças nas lavouras. O método desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros é um exemplo de como é possível unir a ciência e





