O debate sobre a divisão de direitos de transmissão no futebol brasileiro sempre gerou muita polêmica e discussões. O tema é de extrema importância para os clubes, que dependem desses recursos para manter suas estruturas e investir em seus times, e também para os torcedores, que querem ver seus times sendo tratados de forma justa e equilibrada.
Recentemente, um dirigente da SAF (Sociedade Anônima de Futebol) da Portuguesa publicou um texto no LinkedIn defendendo o modelo 40-30-30 para a divisão de receitas de transmissão no futebol brasileiro. O post, que recebeu grande repercussão na mídia esportiva, foi escrito por Bourgeois, que ocupa o cargo de Superintendente Executivo da Portuguesa.
No texto, Bourgeois defende uma divisão mais equilibrada dos recursos de transmissão entre os clubes. O modelo proposto seria de 40% para o clube mandante, 30% para a equipe visitante e 30% para ser dividido igualmente entre os outros 18 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
Segundo o dirigente, o objetivo dessa proposta é buscar um equilíbrio financeiro entre os clubes, sem prejudicar aqueles que têm menos visibilidade na mídia. Além disso, Bourgeois acredita que essa divisão mais justa e equânime dos recursos de transmissão poderia contribuir para uma maior competitividade dentro de campo.
A Portuguesa é um clube que tem sofrido com dificuldades financeiras nos últimos anos. A equipe, que já foi campeã brasileira e disputou a Copa Libertadores, amarga atualmente a Série A2 do Campeonato Paulista. Por isso, é natural que o dirigente do clube tenha essa preocupação em buscar formas de aumentar as receitas e fortalecer a equipe.
O modelo proposto por Bourgeois tem sido defendido por outros dirigentes, como o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Eles também acreditam que essa seria uma forma de reduzir a disparidade financeira entre os clubes brasileiros e fortalecer o futebol nacional.
No entanto, essa mudança não é algo fácil de ser implementado. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, são as principais interessadas no atual modelo de divisão de receitas. E uma mudança como essa envolveria uma renegociação entre as partes.
Mas a iniciativa de Bourgeois tem sido muito bem recebida pelos torcedores, que enxergam isso como uma forma de tornar o futebol brasileiro mais justo e equilibrado. E essa é justamente a intenção do dirigente da Portuguesa, que acredita que essa seria a solução para as inúmeras desigualdades presentes no futebol nacional.
É fato que os recursos oriundos dos direitos de transmissão são fundamentais para a sobrevivência dos clubes. E o modelo atual, onde os clubes mais populares recebem uma fatia muito maior desses recursos, acaba gerando uma concentração ainda maior de renda e poder no futebol brasileiro.
Por isso, é importante que essa discussão seja ampliada e que outras propostas sejam também debatidas. Afinal, somente com a união entre os clubes e uma visão mais justa e equilibrada é que poderemos ver um futebol brasileiro mais forte e competitivo.
Além disso, não podemos negar que uma divisão mais equilibrada dos recursos de transmissão também teria um impacto social e econômico positivo em nosso país. Afinal, muitos clubes brasileiros têm um papel importante nas comunidades onde estão inser





