Filmado da Estação Espacial Internacional, o brilho vermelho surge poucas vezes em missões longas e resulta do encontro entre partículas solares e a atmosfera.
A Estação Espacial Internacional (EEI) é um dos maiores e mais impressionantes feitos da humanidade. Com uma estrutura que mede cerca de 109 metros de comprimento e 73 metros de largura, a EEI é um laboratório em órbita que permite aos astronautas realizarem experimentos científicos, testes tecnológicos e até mesmo observar o nosso planeta de uma perspectiva única.
E foi justamente dessa perspectiva que os astronautas a bordo da EEI tiveram a oportunidade de testemunhar um fenômeno incrível: o brilho vermelho. Esse fenômeno ocorre quando partículas solares, carregadas de energia, interagem com a atmosfera terrestre. Essa interação cria um efeito luminoso que pode ser visto a olho nu, mas que é ainda mais impressionante quando observado do espaço.
O brilho vermelho é um fenômeno raro e imprevisível, que só pode ser visto em missões longas, quando a EEI está em uma órbita que permite aos astronautas observarem a atmosfera terrestre em um ângulo específico. Essa condição é conhecida como “crepúsculo astronômico”, pois ocorre quando o sol está abaixo do horizonte, mas ainda ilumina a atmosfera.
Quando as partículas solares entram em contato com a atmosfera, elas interagem com os gases presentes, como o oxigênio e o nitrogênio. Essa interação faz com que os elétrons desses gases se excitam, ou seja, ganham energia. Quando esses elétrons voltam ao seu estado normal, eles liberam essa energia em forma de luz, criando o brilho vermelho.
Esse fenômeno é semelhante às auroras boreais e austrais, que também são causadas pelo encontro entre partículas solares e a atmosfera terrestre. No entanto, o brilho vermelho é mais difícil de ser observado, pois ocorre em uma região mais baixa da atmosfera, onde a densidade de gases é maior.
Os astronautas que tiveram a oportunidade de observar o brilho vermelho descrevem a experiência como algo mágico e indescritível. A mistura de cores e a intensidade da luz criam um espetáculo único, que só pode ser apreciado do espaço.
Além de ser um fenômeno belíssimo, o brilho vermelho também é importante para os cientistas. Ao estudar esse fenômeno, eles podem entender melhor a interação entre o sol e a atmosfera terrestre, o que pode ajudar a prever e prevenir tempestades solares, que podem afetar sistemas de comunicação e até mesmo a saúde dos astronautas.
Infelizmente, o brilho vermelho é um fenômeno que não pode ser visto com frequência. Além de ser imprevisível, ele só pode ser observado em condições específicas, o que torna essas imagens ainda mais especiais.
Porém, com o avanço da tecnologia, é possível que em um futuro próximo, mais pessoas tenham a oportunidade de observar o brilho vermelho. Com o desenvolvimento de telescópios e satélites mais avançados, será possível capturar imagens ainda mais impressionantes desse fenômeno.
Enquanto isso, podemos nos maravilhar com as imagens registradas pelos astronautas da EEI e nos inspirar com a beleza e complexidade do nosso planeta e do universo ao nosso redor. Afinal, é através dessas descobertas e experiências que podemos expandir nosso conhecimento e compreensão sobre o




