O projeto-piloto do Google de liberação de mosquitos com Wolbachia, que está sendo implementado no Brasil, tem como objetivo combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A novidade é o uso de vans adaptadas para a liberação desses mosquitos, substituindo os métodos manuais que são realizados atualmente.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Google e a Verily, empresa de ciência e tecnologia da Alphabet, e conta com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do governo brasileiro. O projeto, que já vinha sendo testado em outras regiões do mundo, agora chega ao Brasil em uma fase de demonstração para avaliar a eficácia do método em grande escala.
O Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, incluindo o Aedes aegypti, que atua como uma barreira natural contra diferentes vírus transmitidos pelo mosquito. Ao liberar mosquitos com Wolbachia em áreas infestadas, a expectativa é de que eles se reproduzam com os mosquitos locais e, consequentemente, a bactéria se espalhe, reduzindo a capacidade do Aedes aegypti de transmitir doenças.
O uso de vans adaptadas é uma inovação no processo de liberação dos mosquitos com Wolbachia. Antes, os mosquitos eram liberados manualmente por equipes de campo, o que demandava um grande esforço e tempo. Com as vans, é possível liberar uma grande quantidade de mosquitos em um curto período de tempo e em áreas mais amplas, abrangendo um número maior de pessoas.
Além disso, as vans também possuem equipamentos para capturar e analisar os mosquitos liberados, permitindo o controle e monitoramento da população de Aedes aegypti e da disseminação da bactéria Wolbachia.
O projeto-piloto está sendo realizado em uma região da cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, que apresenta altos índices de infestação do Aedes aegypti. A expectativa é de que a liberação dos mosquitos com Wolbachia seja realizada ao longo de um ano, cobrindo uma área de cerca de 2,5 km² e atingindo uma população de aproximadamente 4.500 pessoas.
Para garantir a segurança e eficácia do método, a liberação dos mosquitos com Wolbachia segue rigorosos procedimentos e critérios estabelecidos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Além disso, pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão acompanhando e avaliando o projeto.
Segundo os responsáveis pelo projeto, a escolha do Brasil para a realização desse projeto-piloto deve-se ao fato do país ser um dos mais afetados pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e pela estrutura científica e tecnológica de excelência na área. Caso o método se mostre eficaz, a expectativa é de que ele seja implementado em outras regiões do país e do mundo.
A iniciativa do Google e da Verily é mais uma prova de que a tecnologia pode ser uma aliada no combate às doenças. Além disso, o projeto-piloto também representa um grande avanço na luta contra o mosquito Aedes aegypti, que tanto tem afetado a saúde e qualidade de vida da população.
Outro aspecto positivo do projeto é o uso de uma abordagem sustentável e de baixo impacto ambiental, pois a bactéria Wolbachia é inofensiva para os seres humanos e para o meio ambiente. Dessa forma, podemos ter certeza de





