Cena registrada pelo telescópio James Webb revela em detalhes a nebulosa Apep, formada por estrelas prestes a explodir em supernovas
O universo é um lugar fascinante e misterioso, repleto de fenômenos que desafiam nossa compreensão. Entre esses fenômenos, estão as nebulosas, nuvens de gás e poeira cósmica que abrigam a formação de novas estrelas e planetas. E recentemente, uma nebulosa em particular chamou a atenção dos astrônomos e entusiastas do espaço: a nebulosa Apep.
Localizada a cerca de 8.000 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião, a nebulosa Apep é uma das mais belas e intrigantes do universo. E graças ao telescópio James Webb, a cena dessa nebulosa foi registrada em detalhes, revelando sua verdadeira essência e beleza.
A nebulosa Apep é formada por um sistema estelar triplo, composto por três estrelas massivas e extremamente quentes. Essas estrelas, conhecidas como Wolf-Rayet, estão entre as mais luminosas e quentes do universo, com temperaturas que podem chegar a mais de 100.000 graus Celsius. E é justamente essa intensa radiação que dá origem à nebulosa, ao ionizar o gás e a poeira ao seu redor.
O nome Apep foi dado em homenagem à serpente mitológica da mitologia egípcia, que representa o caos e a destruição. E essa escolha não poderia ser mais apropriada, já que as estrelas que compõem a nebulosa estão prestes a explodir em supernovas, liberando uma quantidade incrível de energia e material no espaço.
Mas o que torna a nebulosa Apep tão especial é a sua forma. Diferente de outras nebulosas, que geralmente possuem formas mais simétricas e arredondadas, a Apep tem um formato de espiral, semelhante a uma serpente. E essa forma é resultado da interação gravitacional entre as três estrelas, que estão em uma dança cósmica constante.
O registro detalhado da nebulosa Apep pelo telescópio James Webb revelou ainda mais informações sobre esse sistema estelar. Os dados coletados mostraram que as estrelas estão se movendo a uma velocidade incrível, cerca de 12 milhões de quilômetros por hora, o que indica que elas estão prestes a se fundir e explodir em supernovas.
E quando isso acontecer, a nebulosa Apep será iluminada por uma explosão de luz e energia, tornando-se ainda mais espetacular e visível no céu noturno. Além disso, a explosão também pode dar origem a uma estrela de nêutrons ou até mesmo a um buraco negro, dependendo da massa das estrelas envolvidas.
Mas além de sua beleza e importância científica, a nebulosa Apep também nos faz refletir sobre a fragilidade e a grandiosidade do universo. Afinal, estamos observando um sistema estelar que existe há milhões de anos-luz de distância, e que pode desaparecer em um piscar de olhos. É uma lembrança de que somos apenas uma pequena parte de um universo vasto e misterioso.
O telescópio James Webb, que será lançado em 2021, promete nos trazer ainda mais descobertas e imagens incríveis do universo. E a nebulosa Apep é apenas uma das muitas maravilhas que aguardam para serem reveladas por esse poderoso instrumento.
Em resumo, a cena registrada pelo telescópio James Webb da nebulosa Ape




