Nos dias atuais, muitos de nós somos acostumados a uma vida com higiene e conforto. Nosso dia a dia é cercado por produtos que nos proporcionam bem-estar e facilidade, como por exemplo, sabonetes, desodorantes e produtos de limpeza para a casa. Porém, nem sempre foi assim. Há muitos anos atrás, em uma das maiores civilizações da história ocidental, a higiene não era uma prioridade. Estamos falando da Roma Antiga, onde a coleta de urina para uso industrial, cadáveres nas ruas e a falta de banhos eram uma realidade comum.
Para nós, pode ser difícil imaginar como era o cotidiano dos romanos. Diariamente, a cidade era tomada por um forte cheiro de urina. A coleta desse líquido amarelado era uma prática comum entre os romanos, pois ele era utilizado na produção de diversos produtos, como por exemplo, clareadores de roupas e até mesmo como um ingrediente para tingir tecidos. A urina era recolhida em grandes quantidades e transportada para fábricas, onde passava por um processo de destilação para a extração do ácido úrico, que era a substância utilizada nas indústrias.
Além disso, a falta de saneamento básico também era uma realidade que contribuía para o mau cheiro que tomava conta das ruas. Não havia um sistema de esgoto eficiente na cidade e as pessoas costumavam jogar seus resíduos diretamente nas ruas. Por conta disso, era comum ver cadáveres se acumulando a céu aberto, trazendo não só um odor insuportável, mas também um risco para a saúde da população. No entanto, os romanos não se importavam muito com essa situação e continuavam a viver em meio a toda essa sujeira.
Além da questão da higiene, os romanos também não tinham o hábito de tomar banho regularmente. A água era vista como um bem precioso e seu uso era restrito a atividades como cozinhar e beber. Os banhos públicos eram raros e, quando existiam, eram bastante disputados. A população em geral só tinha acesso à banhos termais, que eram mais quentes e tinham fins medicinais. Já os banhos mais frios e com finalidade de higiene eram reservados para as classes mais abastadas.
Com essas condições, não é difícil imaginar que o cotidiano romano não era nada agradável em termos de higiene. No entanto, é importante destacar que, apesar disso, os romanos eram um povo avançado e com uma cultura rica. Eles possuíam conhecimentos em diversas áreas, como arquitetura, engenharia e medicina. Os banhos públicos, por exemplo, eram construídos com uma engenharia avançada, com sistemas de aquecimento e escoamento de água.
Além disso, os romanos também valorizavam muito a aparência e o corpo. Eles utilizavam perfumes e óleos para se manterem cheirosos e limpos, e também desenvolveram técnicas de remoção de pelos do corpo, como a depilação com cera. Ainda, a alimentação dos romanos também era bastante saudável, com uma dieta baseada em frutas, legumes e carnes.
Apesar de toda essa imersão sensorial desagradável no cotidiano romano, é importante lembrar que a higiene e os cuidados com o corpo eram vistos de forma diferente naquela época. Mesmo com todas as dificuldades, os romanos encontraram maneiras de se manterem limpos e saudáveis, e deixaram um legado de conhecimentos e tecnologias que são utiliz





