Arqueólogos encontraram recentemente evidências de que os neandertais, uma espécie humana extinta, já utilizavam técnicas de fervura para extrair gordura de restos animais há cerca de 125 mil anos. Essa descoberta, feita em um sítio arqueológico na Espanha, revela mais uma habilidade surpreendente desses antigos hominídeos e nos ajuda a entender melhor suas práticas alimentares e habilidades tecnológicas.
O sítio arqueológico, conhecido como Abric Romaní, está localizado na região da Catalunha, na Espanha, e é um dos mais importantes locais de escavação de restos neandertais na Europa. Os pesquisadores já haviam encontrado evidências de que os neandertais eram capazes de caçar e coletar alimentos, além de utilizarem ferramentas de pedra para cortar e processar a carne. No entanto, a descoberta recente de milhares de ossos quebrados e queimados indica que eles também eram capazes de extrair gordura dos restos animais através da fervura.
A equipe de arqueólogos, liderada por Ruth Blasco, da Universidade de Tarragona, encontrou uma grande quantidade de ossos de animais, principalmente de cervos e cabras, que apresentavam marcas de queima e fraturas intencionais. Esses indícios sugerem que os neandertais ferviam os ossos em água para extrair a gordura, que era utilizada como alimento ou para outros fins, como a produção de ferramentas e cosméticos.
Essa descoberta é extremamente importante, pois mostra que os neandertais tinham um conhecimento avançado sobre o processamento de alimentos e utilizavam técnicas complexas para obter nutrientes essenciais. Além disso, a fervura dos ossos também pode ter sido uma forma de conservar a gordura por mais tempo, o que era fundamental para a sobrevivência em um ambiente hostil.
Outro aspecto interessante dessa descoberta é que ela nos ajuda a entender melhor a evolução da dieta humana. Até então, acreditava-se que a fervura de alimentos era uma prática exclusiva dos humanos modernos, que surgiram muito depois dos neandertais. No entanto, essa descoberta mostra que os neandertais já utilizavam essa técnica há milhares de anos, o que sugere que eles também tinham uma dieta mais variada e complexa do que se imaginava.
Além disso, a fervura dos ossos também pode ter tido um papel importante no desenvolvimento da tecnologia humana. A produção de ferramentas e cosméticos a partir da gordura animal pode ter sido um passo importante para o desenvolvimento de outras habilidades, como a produção de roupas e o uso do fogo para cozinhar alimentos.
Essa descoberta também nos ajuda a entender melhor a relação entre os neandertais e os humanos modernos. Durante muito tempo, acreditou-se que os neandertais eram uma espécie menos evoluída e menos inteligente do que os humanos modernos. No entanto, essa descoberta mostra que eles eram capazes de utilizar técnicas complexas e tinham um conhecimento avançado sobre o processamento de alimentos, o que nos aproxima ainda mais desses antigos hominídeos.
É importante ressaltar que essa descoberta só foi possível graças ao trabalho árduo e meticuloso dos arqueólogos, que dedicam suas vidas a escavar e estudar os vestígios deixados por nossos ancestrais. Além disso, é fundamental que essas descobertas sejam divulgadas e compartilhadas com o público em geral, para que possamos entender melhor nossa história e evolução como espécie.
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