O primeiro ministro da Saúde de Moçambique, Hélder Martins, recentemente concedeu uma entrevista à agência de notícias Lusa, na qual enfatizou a incrível evolução do setor de saúde no país nos últimos 50 anos de independência. Ele destacou a transformação do sistema de saúde, que teve que lidar com uma herança colonial “péssima” em 1975, quando o país se tornou independente.
Martins ressaltou que, apesar dos desafios enfrentados, o setor de saúde de Moçambique tem uma história de sucesso notável. Ele destacou que, em 1975, apenas 2% da população tinha acesso a cuidados de saúde adequados e que hoje esse número aumentou para 60%. Além disso, o primeiro ministro enfatizou que houve melhorias significativas na qualidade dos serviços de saúde e na formação de profissionais da área.
Uma das principais conquistas do sistema de saúde de Moçambique foi a redução da taxa de mortalidade infantil. Em 1975, a taxa era de 180 mortes a cada 1000 nascidos vivos, enquanto atualmente é de 45 mortes a cada 1000 nascidos vivos. Isso foi possível graças a um investimento significativo em programas de vacinação e nutrição infantil, além de melhorias na assistência pré-natal e no atendimento ao parto.
Além disso, o primeiro ministro destacou o aumento da expectativa de vida no país, que passou de 41 anos em 1975 para 60 anos atualmente. Isso mostra que os esforços do governo na melhoria do sistema de saúde estão dando resultados positivos e impactando diretamente na qualidade de vida da população.
Outra área que apresentou grandes progressos foi o combate às doenças endêmicas. Moçambique conseguiu reduzir significativamente a incidência de doenças como malária, tuberculose e HIV/AIDS, graças a programas de prevenção e tratamento eficazes. Além disso, o país tem se destacado no combate à pandemia de COVID-19, com medidas de prevenção e controle bem sucedidas.
Martins também ressaltou o investimento em infraestrutura de saúde, com a construção de novos hospitais e centros de saúde. Isso tem sido crucial para garantir que as comunidades rurais e remotas tenham acesso aos serviços de saúde básicos. Além disso, o governo tem se esforçado para melhorar o acesso a medicamentos e equipamentos médicos, o que tem contribuído para a eficiência do sistema de saúde.
O primeiro ministro também destacou a importância da colaboração e parceria com outros países e organizações internacionais. Moçambique tem recebido apoio e investimento de países como Portugal, Brasil e China, bem como de organizações como a Organização Mundial da Saúde e a Fundação Bill e Melinda Gates. Essas parcerias têm sido fundamentais para impulsionar o desenvolvimento do setor de saúde no país.
No entanto, Martins enfatizou que ainda há desafios a serem enfrentados. Ainda há uma grande desigualdade no acesso aos serviços de saúde entre as zonas urbanas e rurais, bem como entre as regiões norte e sul do país. Além disso, o sistema de saúde ainda enfrenta uma escassez de profissionais qualificados e infraestrutura inadequada. Porém, o primeiro ministro está confiante de que esses desafios serão superados com os investimentos e esforços contínuos do governo e de seus parceiros.
Em resumo, o primeiro ministro da Saúde de Moçambique, Hélder Martins, tem motivos para se orgulhar do progresso do setor de saúde em seu país nos últimos 50 anos de independência. O país passou de uma “herança colonial péssima” para uma “mel





