Na última sexta-feira, a agência espacial americana, NASA, registrou uma passagem impressionante de rochas espaciais próximas à Terra. Os dados coletados revelaram que esses objetos estavam se movendo a uma velocidade surpreendente de mais de 20 mil km/h. Felizmente, a NASA descartou qualquer risco de impacto com nosso planeta.
Esses eventos são comuns e conhecidos como “encontros próximos” ou “aproximações lunares”. Eles ocorrem quando objetos, como asteroides e cometas, passam relativamente perto da Terra em sua órbita ao redor do sol. Apesar do termo assustador, essas passagens não representam uma ameaça real para o nosso planeta.
De acordo com a NASA, as rochas espaciais que passaram próximas à Terra na última sexta-feira foram catalogadas como “potencialmente perigosas”. Isso significa que elas possuem um diâmetro mínimo de 140 metros e uma órbita que cruza a da Terra em algum ponto. No entanto, mesmo com essa classificação, a agência garantiu que não havia motivo para preocupação.
A distância em que esses objetos passaram da Terra é medida pela Unidade Astronômica (AU), que equivale a cerca de 149,6 milhões de quilômetros. A maior rocha espacial que passou na sexta-feira estava a 0,0176 AU da Terra, o que seria equivalente a pouco mais de 2,6 milhões de quilômetros de distância. Apesar de parecer uma grande distância, ela ainda é considerada como uma “aproximação próxima”.
Além disso, a NASA também monitora esses objetos através do programa “Sentry”, que busca detectar possíveis impactos com a Terra nos próximos cem anos. De acordo com os dados do programa, nenhuma das rochas espaciais que passaram próximo à Terra na última sexta-feira representa uma ameaça para o nosso planeta nos próximos séculos.
Apesar de não apresentarem nenhum risco para a Terra, esses eventos são importantes para o estudo e compreensão dos objetos em nosso sistema solar. A NASA aproveita essas aproximações para coletar dados e estudar a composição e trajetória desses objetos. Essas informações são essenciais para o desenvolvimento de técnicas de defesa em caso de uma possível colisão no futuro.
Além disso, essas aproximações também podem ser uma oportunidade para futuras explorações espaciais. A NASA está atualmente planejando uma missão para enviar uma nave espacial para coletar amostras de um asteroide próximo à Terra. Essa missão, chamada “Lucy”, está prevista para ser lançada em outubro deste ano e tem como objetivo estudar os asteroides que orbitam o Sol entre Júpiter e Marte.
É importante lembrar que apesar dessas aproximações próximas, as chances de um objeto espacial colidir com a Terra são extremamente baixas. Segundo a NASA, a cada ano, um em 1,6 milhão de objetos que passam próximos à Terra pode entrar em rota de colisão. E a cada ano, a agência descarta mais de cem objetos com possibilidade de impacto.
Então, podemos ficar tranquilos e aproveitar essas aproximações espaciais como um espetáculo da natureza. Presenciar rochas espaciais se movendo a mais de 20 mil km/h é uma experiência incrível e uma oportunidade de refletir sobre a grandiosidade do nosso universo.
A NASA continua trabalhando incansavelmente para monitorar e estudar esses objetos, garantindo a segurança da Terra e avançando cada vez mais no conhecimento do espaço. E podemos ficar tranquilos, pois, apesar de imprevisíveis, as rochas espaciais não apresent





