O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma data importante para refletirmos sobre a situação atual do planeta e como podemos contribuir para a sua preservação. Nos últimos anos, as mudanças climáticas têm sido um tema recorrente em debates e discussões, uma vez que os impactos causados por elas já são visíveis e preocupantes. Mas será que ainda dá tempo de reverter essa situação? E qual é o papel do Brasil e da COP 30 nesse desafio?
Para responder a essas perguntas, o Olhar Digital entrevistou o renomado pesquisador brasileiro Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Em sua entrevista, Artaxo trouxe informações e reflexões importantes sobre o assunto, mostrando que ainda há esperança para frear as mudanças climáticas.
Segundo o pesquisador, as mudanças climáticas são uma realidade e já estão acontecendo em todo o mundo. O aumento da temperatura média do planeta, o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar e eventos climáticos extremos são alguns dos impactos já observados. “As mudanças não vão parar porque já estão acontecendo. O que podemos fazer é tentar minimizar esses impactos e evitar que eles se agravem ainda mais”, afirma Artaxo.
Mas como podemos fazer isso? O pesquisador explica que é necessário agir em diferentes frentes, desde mudanças individuais de comportamento até ações em nível global. “Precisamos mudar a forma como nos relacionamos com o meio ambiente, buscando um desenvolvimento mais sustentável e consciente. Além disso, é fundamental que os governos e empresas adotem medidas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa, principal causa das mudanças climáticas”, ressalta.
Nesse sentido, o papel do Brasil é de extrema importância. Como um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, o país tem a responsabilidade de adotar medidas efetivas para reduzir suas emissões. “O Brasil é um país extremamente rico em recursos naturais e com grande potencial para produção de energia limpa, como a solar e a eólica. Precisamos investir nesses recursos e diminuir nossa dependência de combustíveis fósseis, que são altamente poluentes”, destaca Artaxo.
Além disso, o Brasil também tem um papel fundamental nas negociações internacionais sobre o clima. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP, é o principal fórum para discutir ações globais de enfrentamento às mudanças climáticas. E em 2019, o Brasil será o país anfitrião da COP 30, que acontecerá em dezembro em São Paulo.
Para Artaxo, a escolha do Brasil como sede da COP 30 é uma oportunidade para o país mostrar seu comprometimento com o tema e liderar discussões importantes. “É uma grande responsabilidade, mas também uma grande oportunidade de mostrar ao mundo que estamos dispostos a assumir a liderança na luta contra as mudanças climáticas”, afirma.
O pesquisador ressalta que a COP 30 será um momento crucial para definir ações concretas e ambiciosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C, como estabelecido pelo Acordo de Paris. “É uma meta desafiadora, mas é preciso agir agora para evitar consequências ainda mais graves no futuro”, alerta.
Com a proximidade da COP 30, é importante que todos estejam engajados e cobrem ações efetivas dos governos e empresas. Além





