Os vikings, povo nórdico que habitava as regiões escandinavas durante a Idade Média, eram conhecidos por sua bravura, habilidade em batalhas e devoção aos deuses nórdicos. Porém, dentre suas tradições e crenças, encontramos um tema pouco explorado: a relação dos vikings com as mulheres grávidas.
Segundo estudos arqueológicos e relatos históricos, a gravidez era vista com muito respeito e temor entre os vikings. Acreditava-se que mulheres grávidas estavam em contato com as forças divinas e, por isso, mereciam um tratamento especial. Porém, apesar dessa reverência, a presença de corpos grávidos em sepultamentos vikings é quase inexistente. Por quê?
Uma possível explicação para essa ausência seria a valorização da força e da coragem entre os vikings, características vistas como “masculinas”. Como a sociedade viking era fortemente patriarcal, as mulheres grávidas poderiam ser vistas como vulneráveis e, por isso, excluídas dos rituais funerários destinados apenas aos guerreiros.
Outra hipótese é que a gravidez era vista como um momento sagrado e íntimo entre a mulher e os deuses, não devendo ser exposto ou compartilhado com a comunidade. Alguns relatos sugerem que mulheres grávidas eram orientadas a se afastarem dos demais durante esse período, para se concentrarem no processo de gestação e no contato com as divindades.
Além disso, a gravidez era considerada um momento delicado e perigoso, tanto para a mulher quanto para o bebê. E, em uma época em que a medicina era pouco desenvolvida, a gestação e o parto eram vistos como um mistério e uma dádiva dos deuses. Assim, os vikings preferiam não interferir ou expor esses momentos sagrados.
É importante destacar também que os vikings tinham uma forte crença na vida após a morte e na existência de um mundo além do nosso. Por isso, os rituais funerários eram muito significativos, pois acreditava-se que eles determinavam o destino da alma do falecido. E, nesse contexto, a gravidez poderia ser considerada uma “intromissão” dos deuses no destino do guerreiro, podendo alterar o seu destino na outra vida.
Apesar da aparente exclusão simbólica das mulheres grávidas nos sepultamentos vikings, é importante ressaltar que em outras culturas e épocas, a gravidez também não era usualmente representada em cerimônias fúnebres. Na antiguidade, por exemplo, as mulheres grávidas eram consideradas impuras e, por isso, afastadas dos rituais e locais sagrados.
De forma geral, é possível perceber que, embora os corpos grávidos inspirassem medo e respeito entre os vikings, o seu lugar na sociedade era ainda limitado. Isso pode ser reflexo de uma cultura patriarcal, que valorizava apenas os aspectos considerados “masculinos”, como a força, a bravura e a habilidade em batalhas. Porém, é importante lembrar que as mulheres grávidas eram vistas como detentoras de um poder divino e sagrado, o que ressalta a complexidade da relação dos vikings com a gravidez.
Em conclusão, podemos dizer que a ausência de corpos grávidos em sepultamentos vikings pode ser explicada por diversos fatores, como a valorização da força e coragem, a visão da gravidez como um momento sagrado e íntimo, e a influência de crenças e tradições




