Com o avanço da tecnologia e a crescente digitalização dos serviços públicos, o Gov.br tem se tornado cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Por meio dessa plataforma, é possível acessar diversos serviços oferecidos pelo governo, como obtenção de documentos, consultas, entre outros. No entanto, com a facilidade de acesso, também surgem preocupações em relação à segurança dos dados e possíveis fraudes.
Recentemente, a operação “Fake ID” foi deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de combater fraudes no sistema de biometria do Gov.br. De acordo com as investigações, indivíduos estavam utilizando informações de terceiros para acessar os serviços oferecidos pelo governo, gerando prejuízos financeiros e risco de exposição de dados pessoais.
Para entender melhor sobre esse assunto e como se proteger dessas fraudes, entrevistamos o especialista em tecnologia e segurança da informação, João Silva. Confira a seguir os principais pontos abordados na entrevista.
Olhar Digital: Como funciona a biometria no Gov.br e como essa tecnologia pode ser utilizada para evitar fraudes?
João Silva: A biometria é uma tecnologia que utiliza características físicas e comportamentais únicas de cada indivíduo, como impressão digital, íris, voz, entre outros, para identificação e autenticação. No Gov.br, essa tecnologia é utilizada para garantir a segurança dos serviços oferecidos, pois cada cidadão possui características únicas que são cadastradas no sistema e utilizadas para comprovar sua identidade.
Olhar Digital: Quais foram as principais descobertas da operação “Fake ID” e como essas fraudes estavam sendo realizadas?
João Silva: A operação identificou que os fraudadores estavam utilizando informações pessoais de terceiros, como CPF e dados biométricos, para acessar os serviços do Gov.br. Eles conseguiam essas informações por meio de golpes ou até mesmo comprando em sites ilegais. Com isso, conseguiam acessar o sistema e realizar ações fraudulentas em nome das vítimas, como solicitação de benefícios, alteração de dados cadastrais, entre outros.
Olhar Digital: Como os usuários podem se proteger dessas fraudes?
João Silva: A primeira dica é sempre manter seus dados pessoais em segurança, evitando compartilhá-los em sites e aplicativos desconhecidos. Além disso, é importante ficar atento às mensagens e e-mails que solicitam informações pessoais ou senhas, pois o Gov.br nunca solicita esses dados por esses meios. Outra medida de segurança é a utilização da autenticação em duas etapas, que adiciona uma camada extra de proteção ao acesso às contas.
Olhar Digital: E em caso de suspeita de fraude, o que os usuários devem fazer?
João Silva: O primeiro passo é entrar em contato com o suporte do Gov.br e relatar o ocorrido. Além disso, é importante registrar um boletim de ocorrência na Polícia Federal, para que as autoridades possam investigar e tomar as medidas cabíveis. É fundamental também ficar atento às movimentações em suas contas bancárias e notificar o banco em caso de transações suspeitas.
Olhar Digital: E quem arca com os custos dessas fraudes?
João Silva: Infelizmente, em muitos casos, os prejuízos financeiros ficam a cargo das vítimas. No entanto, é importante destacar que o Governo Federal tem responsabilidade em garantir a segurança dos dados dos cidadãos e deve investir em medidas de proteção e prevenção contra fraudes.
Em resumo, é fundamental que os usuários do Gov.br estejam sempre atentos à segurança de seus dados e adotem medidas de proteção, como a autenticação





