Os Estados Unidos criticaram hoje Cuba por ter revogado a liberdade condicional de duas figuras da oposição de longa data, que tinham sido libertadas no âmbito de um acordo negociado pelo ex-presidente norte-americano Joe Biden. Essa decisão foi recebida com desapontamento e preocupação pelo governo americano, que vê a ação como um retrocesso nos esforços de aproximação entre os dois países.
Em 2014, o então presidente Barack Obama iniciou um processo de reaproximação com Cuba, que havia sido rompido desde a Guerra Fria. Esse processo incluiu a retomada das relações diplomáticas e a flexibilização de algumas restrições econômicas e de viagens entre os dois países. Em 2016, o presidente Obama também negociou a libertação de Alan Gross, um empreiteiro americano que havia sido preso em Cuba por cinco anos, em troca da libertação de três espiões cubanos que estavam detidos nos Estados Unidos.
No entanto, o acordo de liberdade condicional para as duas figuras da oposição cubana, que haviam sido presas por motivos políticos, foi revogado pelo governo cubano. Segundo o Departamento de Estado americano, essa ação é uma violação do acordo e uma clara demonstração de falta de comprometimento por parte de Cuba em relação aos direitos humanos e à liberdade de expressão.
O governo americano também expressou preocupação com a situação dos direitos humanos em Cuba, que continua a reprimir a dissidência política e a limitar a liberdade de expressão e de imprensa. Além disso, a revogação da liberdade condicional dessas duas figuras da oposição é vista como um sinal de que o governo cubano não está disposto a avançar no processo de democratização e abertura política.
O presidente Joe Biden, que assumiu o cargo em janeiro deste ano, tem mantido a política de aproximação com Cuba iniciada por seu antecessor, mas também tem enfatizado a importância dos direitos humanos e da democracia na ilha. Em uma declaração recente, o presidente afirmou que os Estados Unidos continuarão a apoiar o povo cubano em sua luta por liberdade e democracia.
A decisão de revogar a liberdade condicional dessas duas figuras da oposição também foi criticada por organizações de direitos humanos e pela comunidade internacional. O governo cubano tem sido alvo de críticas constantes por sua falta de respeito aos direitos humanos e por sua postura autoritária.
No entanto, é importante ressaltar que a relação entre os Estados Unidos e Cuba é complexa e envolve questões históricas e políticas delicadas. Ainda há muito a ser feito para que os dois países possam estabelecer uma relação de respeito e cooperação mútua.
É preciso que o governo cubano entenda que a liberdade de expressão e os direitos humanos são fundamentais para uma sociedade justa e democrática. A revogação da liberdade condicional dessas duas figuras da oposição é um passo na direção contrária e deve ser reconsiderada.
Por outro lado, os Estados Unidos também devem continuar a apoiar o povo cubano em sua luta por liberdade e democracia, mas sem interferir nos assuntos internos do país. É importante que haja um diálogo aberto e construtivo entre os dois governos, com o objetivo de promover mudanças positivas em Cuba.
Em resumo, a revogação da liberdade condicional de duas figuras da oposição cubana é uma ação preocupante e que deve ser condenada. Os Estados Unidos e a comunidade internacional devem continuar a pressionar o governo cubano a respeitar os direitos humanos e a promover a democracia no país.





