O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em Kiev, convocou o embaixador chinês nesta terça-feira (10) para expressar suas “sérias preocupações” sobre a presença de combatentes chineses no exército russo e a assistência de empresas chinesas no fabrico de armamento para a Rússia. Esta ação foi tomada em meio às tensões crescentes entre a Ucrânia e a Rússia, após o conflito na Crimeia e a anexação do território pelos russos em 2014.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, afirmou que a presença de combatentes chineses no exército russo é uma “clara violação da soberania ucraniana”. Além disso, ele também expressou preocupação com a assistência de empresas chinesas no fornecimento de armas à Rússia, o que pode agravar ainda mais a já tensa situação na região.
Esta é uma ação importante por parte do governo ucraniano, que demonstra sua determinação em proteger sua soberania e garantir que nenhuma força estrangeira interfira em sua soberania. A Ucrânia tem enfrentado uma série de desafios desde o início do conflito com a Rússia, e esta convocação do embaixador chinês é uma prova de que o país está atento e vigilante em relação a quaisquer ameaças à sua segurança nacional.
A presença de combatentes chineses no exército russo é uma questão de grande preocupação para a Ucrânia. Desde a anexação da Crimeia, a Rússia tem aumentado sua presença militar na região e tem demonstrado intenções expansionistas. A China, por sua vez, tem uma longa história de apoio à Rússia em questões políticas e militares, e a presença de seus combatentes no exército russo só aumenta as tensões na região.
Além disso, a assistência de empresas chinesas no fornecimento de armas à Rússia também é uma questão que não pode ser ignorada. A Ucrânia teme que essas armas possam ser usadas contra seu território, o que aumentaria ainda mais a instabilidade na região. O país tem o direito de se preocupar com qualquer ação que possa ameaçar sua segurança e estabilidade, e a assistência da China à Rússia no fornecimento de armas é uma dessas preocupações.
No entanto, é importante ressaltar que a Ucrânia não tem nada contra a China. Pelo contrário, o país tem uma relação de respeito e cooperação com a China. No entanto, a presença de combatentes chineses no exército russo e a assistência de empresas chinesas no fornecimento de armamento à Rússia são questões que não podem ser ignoradas e precisam ser abordadas.
A Ucrânia tem sido um importante parceiro comercial da China, e ambos os países têm trabalhado juntos para fortalecer sua cooperação econômica e política. A convocação do embaixador chinês não deve ser vista como uma ação hostil, mas sim como uma forma de expressar as preocupações legítimas da Ucrânia e de buscar uma solução pacífica para a situação.
A Ucrânia está comprometida em manter relações amigáveis com todos os países, incluindo a China e a Rússia. No entanto, quando se trata de proteger sua soberania e segurança, o país não hesitará em tomar medidas necessárias para garantir sua integridade territorial.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia reiterou seu pedido para que a China respeite a soberania e integridade territorial




