Recentemente, um estudo realizado por pesquisadores da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) chamou a atenção para um problema preocupante nos vapes vendidos no Brasil. Segundo a pesquisa, foram identificadas concentrações de cobre, estanho, níquel e zinco em níveis acima do esperado nesses dispositivos, o que pode trazer consequências negativas para a saúde dos usuários.
Os vapes, também conhecidos como cigarros eletrônicos, ganharam popularidade nos últimos anos como uma alternativa para quem deseja parar de fumar ou simplesmente quer aproveitar o prazer do vapor sem a exposição às substâncias nocivas do cigarro tradicional. Porém, a segurança e a qualidade desses produtos sempre foram motivo de discussão, principalmente diante da ausência de regulamentação no mercado brasileiro.
De acordo com os pesquisadores da PUC-Rio, foram analisados 15 dispositivos diferentes, sendo que em todos eles foram encontradas concentrações acima do limite permitido de pelo menos um dos quatro metais pesquisados. O cobre, por exemplo, foi encontrado em todos os aparelhos e em quantidades 10 vezes maiores do que o permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além disso, a concentração de estanho em 11 dispositivos era igual ou superior à dose diária máxima permitida.
O que chama ainda mais atenção é o fato de que esses metais estão presentes nas peças dos vapes que entram em contato direto com a boca dos usuários, como bocais e atomizadores. Por isso, a inalação dessas substâncias pode ser prejudicial à saúde, causando irritação nas vias respiratórias, problemas pulmonares e até mesmo intoxicações.
Os pesquisadores alertam ainda para o fato de que muitos desses dispositivos são importados e não passam por nenhum tipo de controle de qualidade ou fiscalização ao entrar no país. Além disso, a falta de informações sobre os materiais utilizados na fabricação dos vapes também dificulta a tomada de medidas regulatórias pelas autoridades responsáveis.
Diante desse cenário, é fundamental que os consumidores estejam atentos e tenham consciência sobre os riscos que os vapes podem oferecer. É importante verificar a procedência do produto, optar por marcas conhecidas e, se possível, realizar testes para verificar a presença desses metais no dispositivo.
Além disso, é necessário que as autoridades tomem medidas eficazes para regulamentar a comercialização desses produtos no país. A ANVISA já possui uma norma que proíbe a importação e a comercialização de cigarros eletrônicos e dispositivos similares, porém, ela ainda não é amplamente divulgada e fiscalizada, permitindo a entrada de produtos sem certificação no mercado.
É preciso também que os fabricantes sejam responsabilizados pela qualidade e segurança dos produtos que colocam à disposição dos consumidores. A fabricação de vapes com materiais tóxicos e acima dos limites permitidos é uma clara demonstração de descaso com a saúde dos usuários e precisa ser combatida.
Apesar dessa notícia preocupante, é importante ressaltar que nem todos os vapes disponíveis no mercado brasileiro apresentam esses problemas. Existem marcas e fabricantes que se preocupam com a qualidade e a segurança dos produtos que oferecem e é importante valorizá-los.
Além disso, ainda existem pesquisas em andamento que buscam compreender melhor os efeitos dos cigarros eletrônicos na saúde. Portanto, esse é um momento de ficar atento e tomar medidas para evitar a exposição a possíveis riscos.
Em resumo, a pesquisa realizada pela PUC-Rio é um alerta para a necessidade de regulamentação e fiscalização mais rigorosas no mercado de vapes





