A criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) tem sido um assunto muito discutido no mundo do futebol brasileiro. A ideia de transformar os clubes de futebol em empresas, com o objetivo de profissionalizar a gestão e atrair investidores, tem sido vista como uma possível solução para os problemas financeiros enfrentados por muitas equipes. No entanto, a homologação da SAF da Portuguesa tem enfrentado alguns entraves burocráticos que podem afetar a adesão de investidores e, consequentemente, o sucesso do projeto.
Um dos principais entraves é a falta de acordo entre o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) e a Assembleia Geral da Portuguesa. O COF é responsável por fiscalizar as contas do clube e garantir a transparência na gestão financeira, enquanto a Assembleia Geral é responsável por aprovar as decisões importantes do clube. No entanto, a falta de alinhamento entre esses dois órgãos tem gerado impasses e atrasado o processo de homologação da SAF.
O presidente do COF, Alexandre Barros, tem se mostrado contrário à criação da SAF, alegando que o projeto não trará benefícios para a Portuguesa e que pode até mesmo prejudicar o clube. Já o presidente da Assembleia Geral, Marcelo Barros, é um dos principais defensores da SAF e tem trabalhado para que o projeto seja aprovado o mais rápido possível. Essa divergência de opiniões e interesses tem gerado um clima de instabilidade e desconfiança, o que pode afastar possíveis investidores.
Além disso, a falta de transparência na gestão do clube também tem sido um fator preocupante. A Portuguesa enfrenta uma grave crise financeira e tem uma dívida acumulada de mais de R$ 100 milhões. No entanto, não há uma prestação de contas clara e detalhada sobre como esse montante foi acumulado e como está sendo gerenciado. Isso gera insegurança nos investidores, que não querem se envolver com um clube que não apresenta uma gestão transparente e responsável.
Outro ponto que tem gerado preocupação é a falta de profissionalização na gestão da Portuguesa. A SAF tem como objetivo principal profissionalizar a gestão dos clubes de futebol, atraindo investidores e garantindo uma administração mais eficiente e transparente. No entanto, a Portuguesa ainda é gerida de forma amadora, com pouca profissionalização e planejamento. Isso pode afastar investidores que buscam um clube bem estruturado e com uma gestão profissional.
Todos esses entraves internos podem fazer com que os investidores desistam de apostar na SAF da Portuguesa. A falta de acordo entre o COF e a Assembleia Geral, a falta de transparência na gestão e a falta de profissionalização são fatores que geram insegurança e desconfiança nos possíveis investidores. Além disso, a demora no processo de homologação também pode afetar a credibilidade do projeto e afastar investidores que buscam resultados mais rápidos.
É importante ressaltar que a SAF é uma oportunidade única para a Portuguesa e para outros clubes brasileiros que enfrentam problemas financeiros. A criação da empresa pode trazer uma gestão mais profissional e transparente, além de atrair investimentos que podem ajudar a reerguer o clube. No entanto, para que isso aconteça, é fundamental que os entraves internos sejam superados e que haja uma união entre todos os envolvidos no processo.
A Portuguesa precisa entender que a SAF é uma oportunidade de mudança e de crescimento. É preciso deixar de lado as divergências e trabalhar em conjunto para





