O ataque à escola feminina em Minab, no Irã, no último sábado (28), chocou o mundo e trouxe à tona mais uma vez a triste realidade da violência em áreas de conflito. Segundo o Ministério da Educação iraniano, 153 meninas perderam suas vidas e outras 95 ficaram feridas. A Unesco, organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, condenou veementemente o ataque e expressou sua preocupação com o impacto dos confrontos sobre as instituições de ensino, estudantes e profissionais da educação.
O ataque à escola primária feminina em Minab foi atribuído pelo governo iraniano aos Estados Unidos e Israel, que foram acusados de realizar um “ataque sionista desumano”. A morte de alunos em um ambiente dedicado à aprendizagem é uma grave violação do direito internacional humanitário e coloca em risco o direito à educação, como destacado pela Unesco em sua nota de condenação.
A Unesco também ressaltou a importância da proteção das escolas em situações de conflito armado, citando a Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esta resolução condena ataques a instituições educacionais e reforça a obrigação das partes envolvidas em proteger esses ambientes.
Infelizmente, esse não é um caso isolado. Conflitos armados em todo o mundo têm afetado diretamente a educação de milhões de crianças e jovens. Segundo a Unesco, mais de 75 milhões de crianças e jovens em idade escolar estão fora da escola em países afetados por conflitos. Além disso, escolas e universidades têm sido alvo de ataques, o que coloca em risco a vida de estudantes e professores e compromete o futuro desses jovens.
A educação é um direito fundamental de todas as crianças e jovens, independentemente de sua nacionalidade, religião ou gênero. É através da educação que as pessoas podem se desenvolver, adquirir conhecimento e habilidades, e construir um futuro melhor para si e para suas comunidades. Por isso, é inaceitável que escolas sejam alvo de ataques em situações de conflito.
O ataque em Minab é mais um exemplo da necessidade urgente de se proteger as instituições educacionais em áreas de conflito. É responsabilidade de todos os países e organizações internacionais garantir que as crianças e jovens tenham acesso à educação em um ambiente seguro e protegido. Além disso, é preciso que medidas sejam tomadas para prevenir e punir ataques a escolas e universidades.
Neste momento de tristeza e luto, é importante lembrar que a educação é uma ferramenta poderosa para a construção da paz e da tolerância. Ao investir na educação de crianças e jovens, estamos investindo em um futuro mais justo e pacífico. Por isso, é fundamental que a comunidade internacional se una para garantir que a educação seja protegida em todas as circunstâncias.
Expressamos nossas condolências às famílias das vítimas e esperamos que medidas sejam tomadas para evitar que tragédias como essa se repitam. A educação é um direito de todos e deve ser respeitada e protegida em todas as situações. Que a memória das meninas de Minab seja honrada através de um compromisso global com a proteção da educação em áreas de conflito.





