O Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28), e apesar de ainda ser uma modalidade pouco utilizada, tem um grande potencial para acelerar as transações financeiras no Brasil. Criado pelo Banco Central com o objetivo de tornar as transações mais rápidas e práticas, o Pix por aproximação ainda enfrenta o desafio de atrair o interesse do público, mas já mostra sinais de evolução e crescimento.
De acordo com as estatísticas mais recentes do Banco Central, as transferências de dinheiro através do Pix por aproximação representaram apenas 0,01% do total de transações Pix e 0,02% do valor movimentado em janeiro deste ano. Isso significa que, de um total de 6,33 bilhões de transferências Pix realizadas no mês passado, apenas 1,057 milhão foram feitas por meio da aproximação do celular a uma maquininha de cartão ou a uma tela de computador. Em relação aos valores, R$ 568,73 milhões foram movimentados, de um total de R$ 2,69 trilhões em janeiro.
Esses números ainda são baixos, mas é importante destacar que o Pix por aproximação tem crescido de forma exponencial. Em julho de 2020, apenas 35,3 mil transações nessa modalidade foram realizadas, mas em novembro do mesmo ano, o número de transferências ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão. Os montantes também têm crescido significativamente, saindo de R$ 95,1 mil em julho de 2020 para R$ 133,151 milhões em dezembro do mesmo ano.
Um dos principais desafios para a adesão ao Pix por aproximação é a segurança. O Banco Central estabeleceu limites de segurança para inibir golpes por criminosos que usam maquininhas de cartões para retirar valores. O limite padrão é de R$ 500 a cada transação feita via Google Pay, carteira digital para dispositivos Android. No entanto, os correntistas podem alterar esse valor e também criar um limite máximo por dia.
Outro fator que pode estar contribuindo para a baixa adesão é a falta de conhecimento sobre a modalidade. Muitas pessoas ainda não sabem que é possível realizar transações financeiras apenas aproximando o celular de uma maquininha ou de uma tela de computador. Por isso, é importante que as instituições financeiras invistam em campanhas de divulgação e educação sobre o Pix por aproximação.
Apesar dos desafios, o potencial do Pix por aproximação é grande, principalmente quando a oferta amadurecer e passar a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo. Segundo o diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, o uso da modalidade tende a expandir-se, principalmente em pontos de venda com grande fila. Além disso, o desenvolvimento de jornadas específicas para empresas também pode aumentar o interesse pelo Pix por aproximação.
Uma das principais vantagens dessa modalidade é a rapidez da transação. Enquanto no Pix tradicional é necessário abrir o aplicativo do banco, conectar-se à internet, inserir a chave ou escanear um Código QR e digitar a senha, no Pix por aproximação basta abrir a carteira digital ou o aplicativo da instituição e encostar o celular na maquininha ou na tela do computador. Isso reduz o tempo de pagamento em comércios com alto fluxo de público ou grandes filas, tornando a experiência mais prática e rápida.
É importante ressaltar que o Pix por aproximação aproxima a experiência de pagamento à dos cartões de crédito e débito com aproximação, o que pode atrair ainda mais usuários. No entanto, é preciso ficar atento aos juros cobr




