O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma importante decisão nesta terça-feira (24) ao determinar que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja notificado por edital sobre a abertura de uma ação penal pelo crime de coação no curso do processo.
Essa notificação, que será publicada no Diário Eletrônico da Justiça, dará a Eduardo Bolsonaro um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa no processo, que foi oficialmente aberto na semana passada.
Com essa decisão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, terá a oportunidade de indicar testemunhas, apresentar provas de sua inocência e solicitar diligências específicas que possam ser relevantes para sua defesa.
Caso opte por não apresentar sua defesa, Moraes poderá determinar que a defensoria pública assuma o caso. Essa é uma medida importante para garantir que Eduardo Bolsonaro tenha um julgamento justo e imparcial.
Em novembro do ano passado, o STF aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que investigava a atuação do ex-deputado junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, além da suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2020, é acusado de ter agido de forma ilegal e prejudicial aos interesses do país.
Essa decisão do STF é mais um passo importante no combate à corrupção e à impunidade no Brasil. Ao aceitar a denúncia e abrir a ação penal, o Supremo mostra que ninguém está acima da lei e que todos devem responder por seus atos, independentemente de sua posição política ou social.
Além disso, essa decisão também reforça a importância do papel do STF como guardião da Constituição e dos direitos dos cidadãos brasileiros. Ao tomar essa medida, o ministro Alexandre de Moraes demonstra seu compromisso com a justiça e com a defesa dos valores democráticos.
No final de 2020, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro. Essa decisão foi tomada após ele faltar a um terço do total de sessões deliberativas da Câmara, conforme prevê a Constituição. Eduardo deixou de comparecer a 56 das 71 sessões realizadas em 2020, o que equivale a 79% das sessões.
Essa atitude mostra uma total falta de compromisso com o mandato que lhe foi conferido pelos eleitores. Um parlamentar tem a responsabilidade de representar o povo e de estar presente nas sessões legislativas, participando ativamente dos debates e votações que afetam a vida de milhões de brasileiros.
A cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro é uma medida justa e necessária, que serve de exemplo para outros políticos que não cumprem com suas obrigações e responsabilidades. É preciso que os representantes do povo sejam éticos e comprometidos com o bem comum, e não com interesses pessoais ou partidários.
Em resumo, a decisão do STF de abrir a ação penal contra Eduardo Bolsonaro e a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados são medidas importantes para combater a corrupção e a impunidade no Brasil. É preciso que todos sejam responsabilizados por seus atos e que a justiça seja feita, sem distinção de cargos ou influências políticas.
Esperamos que essa decisão do STF sirva de exemplo para que outros políticos ajam com ét





