Um novo estudo realizado com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou uma descoberta surpreendente sobre os buracos negros supermassivos ativos e seu impacto nas galáxias vizinhas. De acordo com a pesquisa, esses buracos negros podem suprimir a formação de estrelas em galáxias a uma distância de até 1 milhão de anos-luz. Essa descoberta pode nos ajudar a entender melhor a evolução das galáxias e o papel dos buracos negros nesse processo.
Os buracos negros supermassivos são objetos extremamente densos e poderosos, que possuem uma força gravitacional tão intensa que nem mesmo a luz consegue escapar deles. Eles são encontrados no centro de quase todas as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea. Quando esses buracos negros estão ativos, eles emitem uma grande quantidade de energia, o que os torna visíveis para os telescópios.
No entanto, até agora, não se sabia ao certo como a atividade desses buracos negros afetava as galáxias vizinhas. Foi aí que entrou em cena o JWST, o telescópio mais poderoso já construído pela NASA, que será lançado em 2021. Com sua capacidade de observar o universo em comprimentos de onda infravermelhos, o JWST é capaz de detectar objetos muito mais distantes e fracos do que os telescópios anteriores.
Os pesquisadores utilizaram o JWST para estudar uma galáxia chamada NGC 3256, que está localizada a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra. Essa galáxia é conhecida por ter um buraco negro supermassivo ativo em seu centro, que está emitindo uma grande quantidade de energia. Ao analisar os dados coletados pelo JWST, os cientistas descobriram que a atividade desse buraco negro está suprimindo a formação de estrelas em galáxias vizinhas a uma distância de até 1 milhão de anos-luz.
Isso significa que a energia emitida pelo buraco negro está aquecendo o gás presente nessas galáxias, impedindo que ele se resfrie e forme novas estrelas. Essa descoberta é importante porque a formação de estrelas é um processo fundamental para a evolução das galáxias. Sem a formação de novas estrelas, as galáxias não conseguem crescer e se desenvolver.
Além disso, essa descoberta também pode nos ajudar a entender melhor a relação entre os buracos negros supermassivos e as galáxias que os abrigam. Até agora, os cientistas acreditavam que os buracos negros eram responsáveis por estimular a formação de estrelas em galáxias vizinhas, mas esse estudo mostra que eles também podem ter um efeito oposto.
É importante ressaltar que essa supressão da formação de estrelas é temporária e pode durar apenas alguns milhões de anos. Depois disso, o gás resfriará novamente e a formação de estrelas poderá ser retomada. No entanto, esse período de supressão pode ser crucial para a evolução das galáxias, especialmente em galáxias menores que não possuem uma grande reserva de gás para formar novas estrelas.
Essa descoberta também pode ter implicações importantes para a nossa própria galáxia, a Via Láctea. Como mencionado anteriormente, ela também possui um buraco negro supermassivo em seu centro, mas atualmente ele está inativo. No entanto, no futuro, quando esse buraco negro voltar a ficar ativo, ele pode ter um impacto semelhante em galáxias vizinhas, suprimindo a form





