O pedido do general Mario Fernandes, condenado no processo da trama golpista, para receber visita íntima na prisão foi negado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer foi enviado nesta quinta-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF), e é mais um capítulo do desenrolar deste caso que chocou o país.
A manifestação da procuradoria foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após o Exército informar que o general preenche os requisitos legais para receber o benefício. No entanto, uma regra da Justiça Militar proíbe que visitas desse tipo ocorram nas instalações das Forças Armadas.
Segundo Gonet, há um impedimento administrativo que impede o general de receber o benefício. Isso foi confirmado pelo Comando Militar do Planalto, que afirmou que, apesar de existir uma infraestrutura apta para o exercício do direito à visita íntima, há um óbice administrativo que impede o atendimento ao pleito do réu.
A decisão final sobre a questão será de Alexandre de Moraes, mas o parecer da procuradoria já sinaliza uma posição contrária ao pedido do general. O parecer ressalta que a legislação brasileira prevê o direito à visita íntima apenas em estabelecimentos prisionais, o que não é o caso do local onde o general está preso.
A solicitação do general Mario Fernandes é mais um fato que evidencia a gravidade da trama golpista, que teve como objetivo perpetrar uma tentativa de golpe contra o país durante o governo de Jair Bolsonaro. O general foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão na ação penal do Núcleo 2 da trama golpista, e agora tenta obter vantagens que vão contra a legislação brasileira.
É importante ressaltar que o STF já condenou mais de 800 réus pela trama golpista, um marco histórico em defesa da democracia brasileira. As ações desenvolvidas pelo tribunal demonstram o compromisso em preservar o Estado de Direito e combater qualquer ameaça a ele. Não é à toa que o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, já se manifestou anteriormente pela rejeição de recursos de outros réus da trama golpista.
É louvável a atitude da procuradoria em se posicionar contra o pedido do general Mario Fernandes, não cedendo a possíveis pressões e buscando sempre seguir a legislação brasileira. O parecer é mais um exemplo de que as instituições estão atuando de forma firme e responsável em defesa da democracia e do Estado de Direito.
Além disso, é importante mencionar que a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a questão terá grande impacto no cenário político e jurídico brasileiro. Isso porque, se conceder o benefício ao general, estará abrindo um precedente perigoso para outros condenados pela trama golpista. Por outro lado, se mantiver a proibição, estará demonstrando a força das instituições em manter a ordem e a legalidade no país.
Não podemos deixar de mencionar também que a proibição de visita íntima nas instalações das Forças Armadas tem uma razão de ser. Nesses locais, a segurança e a disciplina devem ser preservadas a todo custo, e a concessão de visitas íntimas poderia gerar problemas e complicações no ambiente prisional. Além disso, é importante lembrar que os presos devem cumprir suas penas de acordo com a legislação vigente, sem nenhum tipo de regalia ou privilégio.
Em suma, o parecer enviado pelo procurador-





