Proposta prevê missão lançada em 2035 para interceptar o cometa interestelar 3I/ATLAS em 2085 usando a manobra Solar Oberth
Nos últimos anos, a exploração espacial tem sido um dos assuntos mais discutidos e fascinantes da humanidade. Desde a chegada do homem à Lua, em 1969, a curiosidade e o desejo de desvendar os mistérios do universo só aumentaram. E agora, uma nova proposta promete levar essa exploração a um nível ainda mais avançado.
A NASA, em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA), está planejando uma missão ambiciosa para interceptar o cometa interestelar 3I/ATLAS em 2085. A proposta prevê o lançamento da missão em 2035, utilizando a manobra Solar Oberth para alcançar o cometa.
Mas o que é exatamente essa manobra e por que ela é tão importante para o sucesso da missão? A manobra Solar Oberth é uma técnica de navegação espacial que aproveita a gravidade do Sol para aumentar a velocidade de uma espaçonave. Essa manobra foi utilizada pela primeira vez em 1967, na missão Mariner 5, e desde então tem sido amplamente utilizada em diversas missões espaciais.
A ideia é lançar a espaçonave em direção ao Sol, aproveitando sua gravidade para ganhar velocidade e, em seguida, utilizar essa velocidade para alcançar o cometa 3I/ATLAS. Essa manobra é fundamental para a missão, pois o cometa está viajando a uma velocidade muito alta e seria impossível alcançá-lo sem o impulso adicional fornecido pela gravidade do Sol.
Mas por que essa missão é tão importante? O cometa 3I/ATLAS é um objeto muito especial, pois é o primeiro cometa interestelar já registrado. Ele foi descoberto em 2019 pelo sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) e, desde então, tem sido objeto de estudo e fascínio por parte dos cientistas.
Acredita-se que o cometa tenha se originado em outro sistema solar e tenha sido capturado pelo nosso sistema solar. Isso o torna uma oportunidade única para estudar a composição e a origem de objetos interestelares, o que pode nos fornecer informações valiosas sobre a formação do universo.
Além disso, a missão também pode nos ajudar a entender melhor a dinâmica dos cometas e como eles podem afetar a Terra. Cometas são corpos celestes compostos principalmente de gelo, poeira e rochas, e sua órbita pode ser influenciada por planetas e outros objetos do sistema solar. Estudar o cometa 3I/ATLAS pode nos ajudar a prever e até mesmo evitar possíveis impactos de cometas na Terra.
A missão também pode nos fornecer informações sobre a possibilidade de vida em outros sistemas solares. Cometas são considerados “mensageiros” do espaço, pois podem conter moléculas orgânicas e até mesmo água, que são essenciais para a existência de vida. Ao estudar o cometa 3I/ATLAS, podemos descobrir se esses elementos também estão presentes em outros sistemas solares.
Mas por que esperar até 2085 para interceptar o cometa? A resposta está na distância entre a Terra e o cometa. No momento, o cometa está a uma distância de cerca de 1,8 bilhão de quilômetros da Terra, o que torna impossível alcançá-lo com a tecnologia atual. No entanto, em 2085, o cometa estará mais próximo da Terra, a uma distância de apenas 11 milhões de quilômetros, o que torna a missão viável.
Além disso, o lançamento da missão em 203





