Pesquisadores descobrem inscrições quase invisíveis em cidade soterrada pelo Vesúvio
No ano de 79 d.C., a cidade de Pompeia foi devastada pela erupção do vulcão Vesúvio, que cobriu toda a região com cinzas e lava. Com o passar dos séculos, a cidade ficou enterrada e esquecida, até que foi redescoberta por acaso em 1748. Desde então, arqueólogos e pesquisadores têm trabalhado incessantemente para desvendar os mistérios dessa antiga cidade romana. E recentemente, uma nova descoberta surpreendente foi feita: 79 inscrições quase invisíveis foram recuperadas em um corredor entre os teatros da cidade soterrada pelo Vesúvio.
As inscrições foram encontradas por uma equipe de arqueólogos liderada pelo renomado pesquisador italiano, Massimo Osanna. Elas estavam localizadas em um corredor que ligava os teatros termais e os teatros de Pompeia, conhecido como “Portico dei Teatri”. Essa área costumava ser frequentada por artistas e intelectuais, e as inscrições encontradas revelam um pouco mais sobre a vida cultural e social da época.
Inicialmente, as inscrições pareciam apenas manchas escuras e indistintas nas paredes, mas após uma análise mais detalhada, os pesquisadores descobriram que se tratavam de letras e palavras entalhadas em gesso fresco. Com o uso de tecnologias avançadas, como a fotografia multiespectral e a fluorescência induzida por laser, foi possível revelar as inscrições que estavam praticamente invisíveis a olho nu.
As inscrições traziam informações sobre eventos culturais, como espetáculos de teatro e competições atléticas, além de nomes de artistas, poetas e atletas, entre eles Poppaea Sabina, a segunda esposa do imperador romano Nero. Esses registros fornecem uma visão mais ampla sobre as atividades que ocorriam na cidade antes da tragédia do Vesúvio.
Para Osanna, essa descoberta é de extrema importância para a compreensão da vida em Pompeia antes da erupção do vulcão. “As inscrições nos permitem conhecer melhor os protagonistas e os eventos que faziam parte do cotidiano da cidade romana, além de nos conectar diretamente com as pessoas que viveram lá”, afirmou o pesquisador.
Além disso, a descoberta também mostra o quão avançada era a sociedade romana em termos de cultura e tecnologia. As inscrições eram feitas em gesso fresco, uma técnica que era utilizada para a construção de edifícios e muros na época. Isso demonstra o conhecimento e a habilidade dos antigos romanos em utilizar diferentes materiais e técnicas para registrar sua história e cultura.
A tecnologia utilizada para recuperar essas inscrições também é digna de destaque e demonstra a importância da preservação do patrimônio histórico. Com o avanço da tecnologia, é possível revelar informações que antes eram invisíveis, o que nos permite conhecer melhor o nosso passado e preservá-lo para as gerações futuras.
Essa descoberta reforça a importância da continuidade das pesquisas e escavações em Pompeia, que ainda guarda muitos segredos a serem desvendados. Além disso, ela também nos mostra que, mesmo após quase dois mil anos, a cidade soterrada pelo Vesúvio ainda tem muito a nos ensinar e surpreender.
Em resumo, a recuperação das 79 inscrições quase invisíveis em um corredor de Pompeia é uma descoberta que nos permite conhecer





