Brasil e Rússia: uma parceria em prol da energia nuclear para fins pacíficos
No último dia 5 de novembro, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, se reuniram em Brasília para participar do Fórum Empresarial Brasil-Rússia. O encontro, que contou com a presença de empresários e autoridades dos dois países, teve como objetivo fortalecer a parceria entre Brasil e Rússia e discutir possíveis áreas de cooperação.
Um dos principais pontos abordados no documento assinado pelos representantes dos dois países foi o uso da energia nuclear para fins pacíficos. Brasil e Rússia são parceiros do Brics e possuem interesse em ampliar a pauta de radioisótopos medicinais, que são utilizados na área da saúde. Além disso, ambos demonstraram interesse em promover projetos conjuntos para a geração de energia nuclear e atualizar a base jurídica da cooperação entre os países.
É importante ressaltar que, nesta mesma data, expirou o tratado New Start, que limitava o número de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. Diante deste cenário, Brasil e Rússia reforçaram seu posicionamento em defesa do multilateralismo e criticaram o uso de medidas coercitivas unilaterais, que são consideradas ilegítimas e contrárias ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.
O presidente Jair Bolsonaro, que também esteve presente no evento, destacou a importância de manter um diálogo aberto e constante entre os países para fortalecer o multilateralismo e buscar resultados concretos e benéficos para ambas as nações. Além disso, ressaltou que as cifras atuais não refletem o potencial das economias brasileira e russa, e que é necessário ampliar a diversificação e a cooperação em áreas como tecnologia, energia e saúde.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro Mikhail Mishustin também enfatizaram a força da parceria comercial entre Brasil e Rússia, especialmente no setor agrícola. Os dois países ocupam posições centrais na segurança alimentar global e possuem interesses em comum na área. No entanto, é preciso ampliar a diversificação e incentivar parcerias em outras áreas, como tecnologia, energia e saúde.
O fluxo comercial entre Brasil e Rússia em 2025 foi de aproximadamente US$ 11 bilhões, com mais importações do que exportações para o Brasil. Para o vice-presidente Alckmin, é necessário ampliar as exportações de bens industrializados e incentivar parcerias de longo prazo entre os países. Ele garantiu que o governo brasileiro está empenhado em oferecer um ambiente favorável aos negócios e promover a segurança jurídica para atrair investimentos.
O primeiro-ministro russo também destacou a importância de estreitar os contatos diretos entre os países, já que a Rússia é um dos principais parceiros econômicos de importação do Brasil. Além disso, ressaltou que os dois países possuem todas as condições para alcançar resultados práticos em áreas como química, energia, petróleo e gás, energia atômica, produção de medicamentos, exploração do espaço e outras áreas de interesse mútuo.
Um dos pontos de destaque na cooperação entre Brasil e Rússia é a área farmacêutica. O primeiro-ministro Mikhail Mishustin afirmou que os dois países possuem boas perspectivas de cooperação nesse setor, e que a Rússia está preparada para fornecer medicamentos inovadores para o mercado brasileiro. Além disso, destacou a possibilidade de transferência de tecnologia e a importância da cooperação no set




