No último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede social, o Truth Social, para fazer ameaças à Cuba. O mandatário norte-americano afirmou que a ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela, alegando que a Venezuela fornecia esse recurso em troca de “serviços de segurança” prestados por Cuba. Essa declaração de Trump não apenas evidencia sua falta de conhecimento sobre a complexidade das relações internacionais, mas também reflete a mentalidade imperialista e arrogante que muitas vezes é associada aos Estados Unidos.
Por muitos anos, Cuba recebeu petróleo da Venezuela como parte de acordos comerciais entre os dois países. Essa cooperação era benéfica para ambos, mas principalmente para Cuba, que enfrentava um bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há décadas. Entretanto, o corte abrupto no fornecimento de petróleo veio após o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no início deste ano. Trump, em seu texto, afirmou que a maioria dos cubanos que faziam parte da segurança pessoal de Maduro foram mortos na operação de sequestro, evidenciando sua falta de respeito e humanidade para com essas vidas que foram tiradas.
O presidente dos Estados Unidos também ameaçou o governo cubano, sugerindo que eles fizessem um acordo antes que fosse tarde demais. Essa postura agressiva e autoritária de Trump não é novidade, já que ele tem uma longa história de fazer declarações e tomar medidas que visam enfraquecer e controlar outros países, especialmente aqueles que não seguem seus interesses. Entretanto, a resposta do presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, foi direta e enfática. Ele afirmou que Cuba é uma nação livre, independente e soberana, e que ninguém irá ditar suas ações. Além disso, ressaltou que Cuba é um país que não agride, mas que está constantemente sendo agredido pelos Estados Unidos há 66 anos, e que se prepara para defender sua pátria até a última gota de sangue.
A troca de declarações entre os líderes de dois países evidencia a tensão e o conflito constante entre Cuba e Estados Unidos. O bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, que já dura mais de 60 anos, é uma clara demonstração dessa hostilidade e da tentativa de controlar e enfraquecer Cuba. Entretanto, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, a ilha continua firme e resistente, mostrando ao mundo que é possível prosperar sem ser subserviente a um país imperialista.
As recentes ameaças de Trump apenas confirmam a visão que a maioria dos países tem dos Estados Unidos: uma nação que se considera superior e tenta interferir na política e na economia de outros países, usando sua força militar e econômica para alcançar seus objetivos. A declaração do presidente cubano, que afirma que os Estados Unidos “não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba”, é mais do que justa. Os Estados Unidos são conhecidos por transformar tudo em negócio, inclusive vidas humanas, e por interferir em questões que não dizem respeito a eles, como se fossem uma autoridade universal.
É importante lembrar que Cuba é um país soberano, que tem o direito de escolher seu próprio caminho e modelo político, sem a interferência de outros países. A revolução cubana, que completou 62 anos em 2021, foi um movimento que lutou pela independência e justiça social, e que transformou a ilha em um exemplo de resistência e solidariedade. Ao invés de criticar e ameaçar Cuba, os Estados Unidos deveriam aprender com sua vizinha e respeitar sua soberania e decisões.
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