O Natal é uma época de celebração, amor e união. E, para muitas pessoas, também é uma época de compras. Com a proximidade da data, é comum vermos um aumento no movimento nas ruas e nos centros comerciais, com pessoas em busca dos últimos presentes para seus entes queridos. E esse ano não está sendo diferente, com um movimento espetacular nas ruas e lojas da região central de São Paulo.
De acordo com um estudo realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nas 27 capitais do país, cerca de 12 milhões de consumidores devem realizar suas compras de Natal nas últimas horas antes da festa. E esse número não é surpreendente, já que muitas pessoas deixam para comprar os presentes de última hora, seja por falta de tempo ou por esperarem pelas promoções e pelo pagamento dos salários ou da segunda parcela do 13º salário.
E o movimento nas ruas e lojas da região central de São Paulo está realmente intenso. Segundo Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), o movimento está melhor do que no ano passado, tanto em relação ao número de pessoas quanto ao valor gasto. E esse aumento no ticket médio, que passou de R$ 175 para R$ 190, também contribui para o aumento no faturamento das lojas.
Além das compras de última hora, outro fator que tem contribuído para o aumento no movimento é a troca de presentes. Muitas pessoas compram os presentes com antecedência, mas acabam precisando trocar por algum motivo. E isso acaba levando a novas compras, o que também contribui para o aumento no faturamento das lojas.
Mas, apesar do aumento no movimento, é importante que os consumidores tenham cuidado ao realizar suas compras de última hora. O CNDL recomenda que seja definido um teto de gastos e que as compras sejam feitas com consciência, evitando gastos desnecessários e possíveis endividamentos.
E esse aumento no movimento não é uma surpresa apenas para as compras de última hora. Desde o início do mês, já é possível notar um movimento intenso nas lojas e nas ruas da região central de São Paulo. Segundo Pimenta, o movimento está melhor em relação ao mesmo período do ano passado e também em relação ao período pré-pandemia. Isso mostra que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas durante o ano, as pessoas estão dispostas a celebrar o Natal e a presentear seus entes queridos.
E esse otimismo também é compartilhado por Antônio Almeida, diretor de marketing do Mega Plaza Shopping, que afirma que o ano foi bom para o centro de compras. Com um aumento de 50% no fluxo de pessoas e de mais de 15% no faturamento, o shopping teve um crescimento significativo no período do Natal. Além disso, a inauguração de novas lojas e a diversificação do mix de produtos também contribuíram para esse crescimento.
Com isso, as estimativas da Alobras para o crescimento das vendas entre seus associados são de cerca de 10%, considerando que, na primeira quinzena de dezembro, já houve um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. E esse cenário positivo mostra que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas durante o ano, o comércio está se recuperando e se preparando para um futuro promissor.
O Natal é uma época de renovação, de esperança e de acreditar em um futuro melhor. E, mesmo com todas as adversidades, o comércio está mostrando que é possível superar os desafios e continuar crescendo. Que essa época de festas





