O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão importante nesta terça-feira (16) ao validar as regras da Lei Maria da Penha que garantem os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) às mulheres vítimas de violência doméstica. Essa medida assegura que mulheres que precisam se afastar do trabalho por conta de agressões possam ter acesso a benefícios previdenciários e assistenciais.
A Lei Maria da Penha, criada em 2006, foi um marco na luta contra a violência doméstica no Brasil. Além de prever medidas protetivas para as vítimas, a lei também garante a manutenção do vínculo empregatício por seis meses para as mulheres em situação de violência que precisam se afastar do trabalho para se recuperar dos danos causados pelos agressores. Agora, com a validação do STF, esses benefícios passam a ser garantidos de forma efetiva.
De forma unânime, os ministros do STF reconheceram que as mulheres em situação de violência têm direito a receber benefícios da previdência ou assistenciais, de acordo com o vínculo com a seguridade social. Ou seja, para aquelas que são seguradas do Regime Geral de Previdência Social, como empregadas, contribuintes individuais, facultativas ou seguradas especiais, o período de afastamento será dividido em duas partes: os primeiros 15 dias serão responsabilidade do empregador e o restante do período será pago pelo INSS. Já para aquelas que não têm vínculo de trabalho, mas contribuem para o INSS, o benefício será pago integralmente pelo órgão.
No entanto, é importante destacar que as mulheres que não são seguradas do INSS também serão beneficiadas. Nesses casos, elas terão direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), desde que comprovem que não possuem outros meios para manter sua renda. A requisição do benefício deverá ser feita pelo juiz criminal responsável pela análise das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Além disso, o STF definiu que a competência para julgar ações regressivas para cobrar dos agressores os gastos do INSS com o pagamento dos benefícios será da Justiça Federal. Ou seja, os agressores serão responsabilizados pelo custo dos benefícios concedidos às vítimas.
Essa decisão do STF é um grande avanço na luta contra a violência doméstica no Brasil. Muitas mulheres sofrem com essa realidade, muitas vezes tendo que se afastar do trabalho para se recuperarem das agressões. Com a garantia dos benefícios do INSS, essas mulheres poderão ter um suporte financeiro para lidar com essa situação e se reerguer.
É importante ressaltar também que essa decisão vai além do aspecto financeiro, pois reforça a importância de proteger e amparar as vítimas de violência doméstica. Ao garantir benefícios e medidas de proteção, o STF está demonstrando que a sociedade não tolera mais esse tipo de violência e que é preciso agir para combater esse problema.
Nós, como sociedade, devemos também fazer nossa parte e apoiar as mulheres que sofrem violência doméstica. É fundamental denunciar qualquer tipo de agressão e oferecer suporte emocional e social para que essas mulheres possam se recuperar e retomar suas vidas.
Com essa importante decisão do STF, esperamos que mais medidas sejam tomadas para combater a violência doméstica e garantir os direitos das mulheres. É fundamental que a justiça continue agindo para proteger as vítimas e punir os agressores, além de promover a conscientização da sociedade sobre a gravidade des





