Da execução manual à automação com IA, as empresas percorrem cinco níveis de maturidade, mas a maioria ainda não passou do primeiro.
A automação de processos é uma tendência cada vez mais presente nas empresas, principalmente com o avanço das tecnologias de Inteligência Artificial (IA). A promessa de maior eficiência, produtividade e redução de custos tem atraído a atenção de gestores e empresários, mas muitos ainda não sabem como começar a implementar essa transformação em suas organizações.
De acordo com um estudo realizado pela consultoria McKinsey, apenas 5% das empresas brasileiras estão no último nível de maturidade em automação de processos, enquanto a maioria ainda está no primeiro estágio. Mas afinal, quais são esses níveis de maturidade e como as empresas podem evoluir nessa jornada de automação?
Nível 1: Execução manual
O primeiro nível de maturidade em automação de processos é caracterizado pela execução manual de tarefas. Nesse estágio, as empresas ainda dependem de processos manuais e repetitivos, que consomem tempo e recursos valiosos. É comum encontrar planilhas e documentos sendo preenchidos manualmente, o que aumenta o risco de erros e retrabalho.
Infelizmente, muitas empresas ainda estão presas nesse nível de maturidade, o que pode ser um grande obstáculo para o crescimento e competitividade no mercado atual. A falta de automação pode resultar em processos lentos e ineficientes, além de aumentar os custos e a insatisfação dos clientes.
Nível 2: Automação básica
No segundo nível, as empresas começam a adotar ferramentas de automação básica, como softwares de gestão e sistemas de CRM. Essas soluções permitem a automatização de tarefas simples e rotineiras, como o envio de e-mails e a geração de relatórios. Isso já traz uma melhoria significativa na eficiência e produtividade dos processos.
No entanto, muitas empresas ainda se limitam a esse nível de maturidade, sem explorar todo o potencial da automação. Isso pode acontecer por falta de conhecimento sobre as tecnologias disponíveis ou por resistência à mudança.
Nível 3: Automação inteligente
No terceiro nível, as empresas começam a utilizar ferramentas de automação inteligente, como a RPA (Robotic Process Automation) e a IA. Essas tecnologias permitem a automação de tarefas mais complexas e a tomada de decisões baseadas em dados e análises.
A RPA, por exemplo, utiliza robôs para executar tarefas repetitivas e manuais, liberando os colaboradores para atividades mais estratégicas. Já a IA pode analisar grandes volumes de dados e identificar padrões, auxiliando na tomada de decisões mais precisas e rápidas.
Nesse nível, as empresas conseguem reduzir ainda mais os custos e aumentar a produtividade, além de melhorar a qualidade dos processos e serviços oferecidos.
Nível 4: Automação cognitiva
No quarto nível, as empresas já estão utilizando ferramentas de automação cognitiva, que combinam a RPA e a IA para realizar tarefas mais complexas e com maior nível de inteligência. Isso inclui a capacidade de aprender e se adaptar a novas situações, tornando os processos ainda mais eficientes e ágeis.
Nesse estágio, as empresas conseguem alcançar um alto nível de automação, com a maioria dos processos sendo executados de forma automatizada. Isso permite que os colaboradores se dediquem a atividades que agregam mais valor ao negócio, como a criação de estratégias e o atendimento ao cliente.
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