O aumento dos casos de feminicídio em São Paulo é um alerta para a sociedade sobre a violência contra a mulher. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 53 casos de feminicídio na capital paulista, o maior índice anual desde 2018. Esses números são preocupantes e mostram que ainda há muito a ser feito para combater esse tipo de crime.
O feminicídio é um crime que envolve violência doméstica e familiar, além de menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima. Infelizmente, essa realidade ainda é muito presente em nossa sociedade, mesmo após a tipificação do crime em lei federal em 2015. As penas para o feminicídio variam de 12 a 30 anos de prisão, mas é preciso ir além da punição e trabalhar na prevenção e conscientização.
É importante ressaltar que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade do governo estadual de São Paulo. A SSP-SP mantém diversas iniciativas voltadas ao tema, como a Cabine Lilás, que já realizou cerca de 14 mil atendimentos a mulheres vítimas de violência em todo o estado. Esse projeto, que inicialmente foi implantado na capital, foi ampliado para outras regiões, como a Grande São Paulo e o interior.
A Cabine Lilás é uma iniciativa inédita no âmbito do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e oferece atendimento humanizado por policiais femininas treinadas para acolher e orientar as vítimas de violência doméstica. Além disso, as agentes fornecem informações sobre medidas protetivas, canais de denúncia e serviços de apoio, e despacham viaturas quando necessário. Essa é uma importante ferramenta para garantir a segurança e o acolhimento das mulheres em situação de violência.
Outra ação importante da SSP-SP são as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), que estão presentes em todo o estado. Além disso, foram criadas as salas DDM 24h, que tiveram um aumento de 174,1% e agora contam com 170 espaços em plantões policiais. Essas salas permitem que as vítimas sejam atendidas por videoconferência por uma delegada mulher, garantindo um atendimento mais humanizado e especializado.
É fundamental que a sociedade se una no combate à violência contra a mulher. É preciso quebrar o silêncio e denunciar qualquer tipo de agressão ou violência. Além disso, é importante que as mulheres tenham conhecimento sobre seus direitos e saibam onde buscar ajuda em caso de necessidade. A conscientização é a chave para prevenir e combater esse tipo de crime.
É preciso também que o poder público invista em políticas públicas efetivas para combater a violência contra a mulher. Além de medidas de prevenção, é necessário que haja uma estrutura adequada para atender as vítimas e punir os agressores. A educação também é um fator importante, pois é preciso ensinar desde cedo sobre a igualdade de gênero e o respeito às mulheres.
Não podemos mais tolerar a violência contra a mulher em nossa sociedade. É preciso que todos se unam para combater esse tipo de crime e garantir que as mulheres tenham seus direitos respeitados. A luta pela igualdade de gênero é uma responsabilidade de todos e juntos podemos construir uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres.





