Pressionado por novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência, o Banco do Brasil (BB) divulgou nesta quarta-feira (12) o seu balanço do terceiro trimestre de 2025, apresentando um lucro líquido ajustado de R$ 3,785 bilhões, uma queda de 60,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa diminuição no lucro pode ser explicada pela entrada em vigor de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a contabilidade das instituições financeiras, além do aumento da inadimplência em alguns segmentos de crédito.
No entanto, mesmo com esses desafios, o BB continua apresentando resultados sólidos e uma geração de receitas crescente. De acordo com o banco, o Programa Crédito do Trabalhador, que unifica a contratação de crédito consignado de trabalhadores de empresas privadas, contribuiu para a melhoria de mix e do retorno ajustado ao risco, impulsionando o crescimento da margem financeira bruta no trimestre. Além disso, a gestão eficiente da liquidez também teve um papel importante nesse resultado positivo.
É importante ressaltar que a queda no lucro do BB também foi influenciada pelas novas regras contábeis, que mudaram o modelo de provisões para perda esperada, feita com base em estimativas. Essa mudança afetou a maneira como algumas despesas e receitas são reconhecidas, fazendo com que o banco deixasse de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito.
Outro fator que contribuiu para a diminuição do lucro foi o aumento da inadimplência, que atingiu 4,93% no terceiro trimestre, contra 4,21% no mesmo período de 2024 e 3,33% em 2023. Esse resultado foi impactado principalmente pelo agronegócio, um dos segmentos em que o BB é líder na concessão de crédito, e pela linha de cartões de crédito.
Apesar desses desafios, o BB segue com uma carteira de crédito ampliada sólida, totalizando R$ 1,279 trilhão no terceiro trimestre, com alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2024. Destaca-se o crescimento na carteira de Pessoa Física, que teve um aumento de 2,3% no trimestre, impulsionado pelo sucesso do novo produto de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada.
Já na carteira de Pessoa Jurídica, houve uma queda de 3,2% no trimestre, mas um crescimento de 10,4% em um ano. A carteira para grandes empresas totalizou R$ 258,9 bilhões, enquanto a carteira para micro, pequenas e médias empresas somou R$ 118,5 bilhões. O agronegócio também teve uma queda de 1,5% no trimestre, mas ainda apresenta uma alta de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, o BB tem uma carteira de crédito sustentável de R$ 399 bilhões, que financia atividades que geram impactos sociais e ambientais positivos. Essa carteira corresponde a 32,9% do crédito total do banco, reforçando o compromisso da instituição em contribuir para um mundo mais sustentável.
No que se refere às receitas e despesas, o BB apresentou um aumento de 1,3% nas receitas de prestação de serviços, totalizando R$ 8,863 bilhões no terceiro trimestre. Já as despesas administrativas tiveram um crescimento de 1,4%, chegando a R$ 9,812 bilhões. Esse





