Erupção solar lança prótons ultraenergéticos quase à velocidade da luz que podem atravessar a atmosfera da Terra e atingir o solo
O Sol é uma estrela incrível e misteriosa que tem fascinado a humanidade desde os tempos antigos. Seu brilho e calor são essenciais para a vida na Terra, mas também pode ser fonte de perigosos fenômenos naturais. Um desses fenômenos é a erupção solar, que pode lançar partículas energéticas em direção ao nosso planeta. Recentemente, uma erupção solar recorde foi registrada, lançando prótons ultraenergéticos quase à velocidade da luz que podem atravessar a atmosfera da Terra e atingir o solo.
A erupção solar é um evento que ocorre na superfície do Sol, onde uma grande quantidade de energia é liberada em forma de radiação eletromagnética, partículas carregadas e ventos solares. Essa energia é gerada por meio de reações nucleares no núcleo do Sol e é liberada quando ocorrem mudanças no campo magnético da estrela. Essas erupções podem ser classificadas em diferentes categorias, dependendo da intensidade e da quantidade de energia liberada.
No dia 10 de setembro de 2017, uma erupção solar de classe X9.3 foi registrada, sendo a maior erupção solar dos últimos 12 anos. Essa erupção foi tão intensa que foi capaz de lançar prótons ultraenergéticos quase à velocidade da luz em direção à Terra. Essas partículas, conhecidas como raios cósmicos, são formadas por prótons e elétrons que viajam pelo espaço a altas velocidades. Quando esses raios cósmicos atingem a atmosfera da Terra, eles interagem com as moléculas de ar e criam uma cascata de partículas secundárias, incluindo prótons, elétrons e nêutrons.
O que torna essa erupção solar recorde ainda mais impressionante é que os prótons lançados pelo Sol podem atravessar a atmosfera da Terra e atingir o solo. Isso é possível porque essas partículas são tão energéticas que conseguem penetrar em camadas mais densas da atmosfera, como a troposfera e a estratosfera. Normalmente, os raios cósmicos são bloqueados pela atmosfera e não conseguem chegar à superfície da Terra, mas em casos extremos como esse, eles podem ser detectados por equipamentos sensíveis.
Os raios cósmicos são uma fonte natural de radiação ionizante, que pode ser prejudicial à saúde humana. No entanto, a quantidade de radiação recebida por uma pessoa durante uma erupção solar é muito pequena e não representa um risco significativo. Além disso, a atmosfera da Terra e o campo magnético do planeta atuam como uma proteção natural contra essas partículas energéticas, desviando-as para as regiões polares.
Apesar de não representarem um perigo para os seres humanos, os raios cósmicos podem afetar as comunicações e os sistemas de navegação por satélite. Durante uma erupção solar, a quantidade de partículas energéticas aumenta significativamente, o que pode interferir nos sinais de rádio e nos equipamentos eletrônicos. Por isso, é importante que as agências espaciais monitorem esses eventos e tomem medidas para proteger os satélites e outros equipamentos em órbita.
Além disso, a erupção solar recorde de 2017 também foi acompanhada por uma tempestade geomagnética, que é um fenômeno que ocorre quando o campo magnético da Terra é perturbado pelas partículas energéticas do





