O Brasil brilha mais uma vez no cenário do taekwondo mundial. O Campeonato Mundial deste ano, realizado em Wuxi, na China, ficará marcado na história do nosso país por um motivo muito especial: a conquista da primeira medalha de ouro de um homem brasileiro nesta competição. Henrique Marques, de apenas 21 anos, fez história ao subir no lugar mais alto do pódio na categoria até 80kg, se tornando o terceiro atleta brasileiro a conseguir esse feito e o segundo nesta edição do mundial.
Henrique, que ocupa a quinta posição no ranking mundial, teve uma trajetória brilhante até a tão sonhada medalha de ouro. O lutador enfrentou adversários de peso, como o cubano Kelvin Calderón Martinez, o burquinense Faysal Sawadogo, o americano CJ Nickolas e o russo Artem Mytarev, que compete como atleta neutro devido à suspensão do seu país pela invasão à Ucrânia. Mas nada disso foi capaz de impedir que Henrique chegasse à final e superasse o seu adversário da casa, o chinês Qizhang Xiang, garantindo a vitória e eternizando o seu nome na história do taekwondo brasileiro.
Essa conquista é ainda mais significativa quando conhecemos a história de Henrique. Em 2024, o atleta passou por um momento difícil com o falecimento do seu pai, Ari Fernandes. Já em 2023, quase abandonou o esporte ao descobrir uma arritmia cardíaca que o levou à mesa de cirurgia. Mas com garra e determinação, Henrique superou esses obstáculos e se consagra como o primeiro homem brasileiro a conquistar uma medalha de ouro no Mundial de Taekwondo.
O taekwondo surgiu na vida de Henrique através de um projeto social em Porto de Caixas, bairro pobre de Itaboraí, cidade em que nasceu. Desde então, o esporte se tornou sua paixão e seu caminho para alcançar grandes conquistas. Em 2020, o atleta chegou às quartas de final nos Jogos Olímpicos de Paris, na França, e agora, em 2021, consagra-se como campeão mundial.
Além de Henrique, outros dois lutadores brasileiros também representaram o país neste Mundial. A catarinense Júlia Nazário, na categoria até 46kg, e a mineira Raiany Fidelis, na categoria acima de 73kg. Ambas tiveram uma excelente estreia, vencendo seus primeiros combates, mas infelizmente não conseguiram avançar para a próxima fase. Júlia superou a uzbeque Madina Shoniyozova, mas acabou sendo derrotada pela bósnia Dzejla Makas. Já Raiany, que iniciou sua jornada batendo a catari Noor Nazar Mohammed, foi eliminada pela espanhola Tania Etcheverria.
No entanto, mesmo com essas duas eliminações, o Brasil já havia feito história neste Mundial. Na última sexta-feira (24), a paulista Maria Clara Pacheco conquistou a medalha de ouro na categoria até 57kg, repetindo o feito da paranaense Natália Falavigna, primeira atleta brasileira a se tornar campeã mundial, em 2005. Maria Clara entrou para a história do taekwondo brasileiro e inspirou seus colegas de seleção a também alcançarem grandes resultados neste Mundial.
E, com certeza, a inspiração veio em dose dupla. Nesta terça-feira (28), o Brasil tem mais dois lutadores brigando por medalhas na China. O catarinense João Victor Souza Diniz, na categoria até 68kg, e a paulista Milena Titoneli, na categoria até





