O campo magnético é uma força invisível, mas extremamente importante, presente na Terra. Ele é responsável por orientar a bússola, proteger o planeta dos raios solares e auxiliar na navegação de animais migratórios. Mas você sabia que existe um lugar na Terra que possui o campo magnético mais forte e estável já criado pelo homem? Estamos falando do Laboratório MagLab, localizado na Flórida, nos Estados Unidos.
O Laboratório MagLab é uma instalação de pesquisa que pertence à Universidade Estadual da Flórida e é financiado pelo governo dos Estados Unidos. O seu objetivo é realizar pesquisas avançadas nas áreas de física, química, ciência dos materiais, biologia e outras ciências relacionadas. E para isso, conta com um diferencial incrível: o ímã mais poderoso e estável do mundo, capaz de gerar um campo magnético de 100 teslas.
Mas o que isso significa? Para entendermos a magnitude desse feito, precisamos saber que o tesla é a unidade de medida do campo magnético. A Terra possui um campo magnético natural que varia de 25 a 65 microteslas, ou seja, um campo magnético de 100 teslas é cerca de um milhão de vezes mais forte que o campo magnético do nosso planeta. Isso é impressionante, não é mesmo?
O ímã do Laboratório MagLab é construído com uma tecnologia conhecida como “ímãs supercondutores”. Esses ímãs são feitos de materiais supercondutores, que quando resfriados a temperaturas extremamente baixas, tornam-se capazes de conduzir eletricidade sem resistência. Isso significa que a corrente elétrica pode fluir por esses ímãs sem perdas, criando um campo magnético extremamente forte e estável.
Além disso, o ímã é composto por uma série de bobinas supercondutoras, que são alimentadas por uma corrente elétrica de até 30 mil ampères. Essa corrente é fornecida por geradores de alta potência, capazes de suportar a carga necessária para criar o campo magnético de 100 teslas. Todo esse processo é realizado em uma sala especialmente projetada para suportar as altas temperaturas e pressões geradas pelo ímã.
Mas por que é importante ter um campo magnético tão forte e estável? A resposta é simples: para a realização de pesquisas avançadas. Com um campo magnético dessa magnitude, os cientistas podem estudar e compreender melhor a estrutura e propriedades dos materiais, além de possibilitar a criação de novos materiais com propriedades ainda não conhecidas. Essa tecnologia também é de grande importância para a medicina, permitindo o desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento de doenças.
O Laboratório MagLab é uma referência mundial em pesquisas com ímãs supercondutores e campos magnéticos intensos. Além do ímã de 100 teslas, o laboratório também possui outros ímãs de alta potência, como o de 45 teslas e o de 36 teslas. Esses ímãs são utilizados em diversas pesquisas, desde estudos sobre o comportamento de materiais em condições extremas até a busca por novas fontes de energia.
Mas o caminho para chegar ao ímã de 100 teslas não foi fácil. Foram anos de pesquisa e desenvolvimento até chegar a essa incrível conquista. O primeiro ímã supercondutor do laboratório foi construído em 1994 e gerava um campo magnético de 20 teslas. Com o passar dos anos, o laboratório foi evoluindo e construindo ímãs cada vez mais potentes, até chegar ao recorde de 100 teslas em 2018.
E o que o futuro reserva para





